Mais da metade dos brasileiros desaprova a maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está conduzindo o país, segundo levantamento realizado pelo instituto Ipsos-Ipec. Divulgada nesta quinta-feira (13), a pesquisa aponta que 55% dos entrevistados avaliam negativamente a gestão do petista, enquanto 40% a aprovam. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.
O crescimento da desaprovação é significativo em relação à última pesquisa, realizada em dezembro de 2024, quando o índice era de 46%. Isso representa um aumento de nove pontos percentuais. No mesmo período, a taxa de aprovação caiu sete pontos, passando de 47% para os atuais 40%.
A pesquisa foi conduzida entre os dias 7 e 11 de março de 2025, com entrevistas presenciais realizadas com 2.000 eleitores em 131 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento também identificou diferenças significativas nos níveis de aprovação e desaprovação do governo entre diferentes segmentos da população.
A aprovação ao governo Lula é maior entre:
Eleitores que avaliam positivamente sua gestão (94%);
Quem votou em Lula nas eleições de 2022 (74%);
Moradores da região Nordeste (53%);
Pessoas com ensino fundamental completo (51%);
Famílias com renda mensal de até um salário mínimo (50%);
Católicos (50%);
Pessoas com 60 anos ou mais (49%).
Já a desaprovação ao governo é mais expressiva entre:
Eleitores que avaliam negativamente a gestão (96%);
Quem votou em Jair Bolsonaro em 2022 (88%);
Quem votou nulo ou em branco no último pleito (77%);
Pessoas com renda familiar mensal superior a cinco salários mínimos (72%);
Evangélicos (66%);
Pessoas com ensino superior completo (64%);
Eleitores entre 25 e 34 anos (63%);
Indivíduos de outras religiões ou sem religião (63%).
A pesquisa reflete um momento de crescente polarização política no Brasil, com um aumento expressivo da desaprovação ao governo federal em pouco mais de três meses. O resultado também evidencia diferenças regionais e socioeconômicas na percepção da população sobre a gestão Lula.