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Reajuste do ICMS eleva preços da gasolina e do diesel a partir de amanhã

O ICMS da gasolina subirá R$ 0,0979, passando de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro, uma alta de 7,14%. No caso do diesel, o reajuste será de R$ 0,0565, elevando o tributo de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro

Por: João Livi
31/01/2025 às 13h09
Reajuste do ICMS eleva preços da gasolina e do diesel a partir de amanhã

A partir deste sábado, 1º de fevereiro, os combustíveis terão um novo aumento nos postos de todo o país. O reajuste é resultado da elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em 31 de outubro de 2024.

O aumento impacta diretamente o preço final dos combustíveis. O ICMS da gasolina subirá R$ 0,0979, passando de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro, uma alta de 7,14%. No caso do diesel, o reajuste será de R$ 0,0565, elevando o tributo de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro.

A gasolina, que já foi um dos principais fatores de pressão inflacionária em 2024, deve continuar influenciando a alta dos preços. Enquanto isso, o diesel, essencial para o transporte de cargas e insumos, não teve reajustes no último ano, mas o acréscimo atual pode ter reflexos na cadeia produtiva e logística.

Por que o ICMS está subindo?

A mudança no ICMS dos combustíveis é resultado de uma alteração na legislação tributária ocorrida em 2022. Com a Lei Complementar aprovada naquele ano, o imposto passou a ter um valor fixo por litro em todos os estados, substituindo o modelo anterior, no qual cada estado definia suas alíquotas trimestralmente com base no preço médio dos últimos três meses.

Para que essa transição fosse gradual, um cronograma de ajustes foi estabelecido a partir de 2023. Assim, a nova alíquota que entra em vigor em fevereiro deste ano é parte desse processo de adequação.

O que esperar para os próximos meses?

O Confaz, responsável por definir o valor do ICMS dos combustíveis, realiza reuniões anuais com as secretarias de Fazenda dos estados e do Distrito Federal. Pela regra, as alterações aprovadas entram em vigor 90 dias após a decisão.

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Caso um novo reajuste seja definido em outubro deste ano, por exemplo, a correção valerá a partir de fevereiro de 2026. Assim, consumidores e setores dependentes de combustíveis devem ficar atentos às próximas decisões do Confaz, pois o ICMS continuará sendo um fator determinante na composição dos preços dos combustíveis no Brasil.

Reflexos na economia

A alta do ICMS afeta não apenas motoristas, mas também toda a cadeia econômica. O transporte de mercadorias pode ficar mais caro, refletindo no preço final de produtos e serviços. Especialistas alertam que a inflação do setor de combustíveis pode impactar o custo de vida da população e exigir medidas compensatórias por parte do governo.

Com o novo reajuste, o consumidor brasileiro segue enfrentando desafios para equilibrar o orçamento diante das oscilações no mercado de combustíveis. A evolução dos preços será um tema de atenção ao longo de 2025, com impactos que vão além dos postos de abastecimento.

 

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