
O Paraná ampliou sua participação na produção nacional de grãos e deve responder por 13,9% de toda a safra brasileira em 2026. O dado consta no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e representa avanço em relação à projeção de dezembro, que apontava 13,5%.
Historicamente, o Estado ocupa a segunda colocação no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso, que concentra 30,3% da produção. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (10,6%) e Mato Grosso do Sul (7,6%).
O avanço paranaense é impulsionado por uma variação positiva de 213 800 toneladas na expectativa de produção em janeiro, a terceira maior do País no período, atrás de Mato Grosso (2 046 117 t) e Goiás (557 473 t). Em contrapartida, houve retração no Piauí (-76 711 t), no Ceará (-49 796 t) e no Rio de Janeiro (-508 t). A comparação considera o prognóstico anterior, de dezembro.
A soja segue como carro-chefe da produção estadual. O Paraná deve colher 22,2 milhões de toneladas, consolidando o segundo maior volume do Brasil. O crescimento é de 0,3% em relação ao 3º prognóstico e de 3,9% frente ao volume obtido em 2025.
No cenário nacional, a estimativa alcançou novo recorde da série histórica, com 172,5 milhões de toneladas em 2026 - alta de 1,3% sobre o 3º prognóstico e 3,9% acima do ano anterior.
No milho 2ª safra, o Paraná também mantém posição de destaque como segundo maior produtor do País. A estimativa é de 17,4 milhões de toneladas, o equivalente a 16,5% da produção nacional, com crescimento de 0,7% sobre o 3º prognóstico. No Brasil, o milho 2ª safra deve atingir 105,2 milhões de toneladas, avanço de 0,6%.
Já no feijão, o Estado lidera o ranking nacional, com previsão de 736,5 mil toneladas e 24,2% de participação. Minas Gerais aparece em seguida com 514,1 mil toneladas (16,9%), enquanto Goiás soma 365,8 mil toneladas (12,0%).
Regionalmente, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas permanece concentrada no Centro-Oeste, com 167,5 milhões de toneladas (48,9%). O Sul responde por 95,3 milhões de toneladas (27,8%), seguido do Sudeste com 30,2 milhões (8,8%), Nordeste com 28,2 milhões (8,2%) e Norte com 21,5 milhões (6,3%).
Na comparação mais recente, a Região Sul liderou o crescimento percentual, com aumento de 10,4%, seguida pelo Nordeste, que registrou alta de 1,8%.
O novo relatório confirma o peso estratégico do Paraná no agronegócio nacional e reforça o papel do Estado como um dos pilares da produção de alimentos no Brasil.