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Inflação desacelera em março, mas alimentos e combustíveis seguem pressionando o orçamento

IPCA-15 registra alta de 0,64% no mês, com destaque para aumento nos preços de ovos, café e gasolina

Por: João Livi Fonte: IBGE
27/03/2025 às 13h39
Inflação desacelera em março, mas alimentos e combustíveis seguem pressionando o orçamento
A inflação ainda preocupa. (Foto: Freepik)

A prévia da inflação oficial de março, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apontou um aumento de 0,64%. Embora o percentual represente uma desaceleração em relação ao resultado de fevereiro (1,23%), a pressão sobre os preços dos alimentos e combustíveis ainda preocupa. No acumulado de 12 meses, a inflação chega a 5,26%, superando a meta do governo, que tem tolerância de até 4,5%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta dos alimentos e bebidas, que subiram 1,09% no período, teve o maior peso no índice, respondendo por um impacto de 0,24 ponto percentual (p.p.). A alimentação no domicílio foi a mais afetada, com aumento de 1,25%, enquanto comer fora de casa registrou acréscimo de 0,66%.

Alimentos  

Entre os itens que mais encareceram, destacam-se o ovo de galinha (19,44%), café moído (8,53%) e tomate (12,57%). Também tiveram reajustes significativos o mamão (15,19%) e a refeição fora de casa (0,62%).

Diante da escalada dos preços dos alimentos, o governo tem adotado medidas para conter a inflação, como a redução do imposto de importação de produtos essenciais. A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Simone Tebet, declarou nesta semana que espera um recuo nos preços nos próximos dois meses.

Transportes  

O setor de transportes foi o segundo com maior impacto no IPCA-15, registrando alta de 0,92% e contribuindo com 0,19 p.p. para a inflação do período. Os combustíveis puxaram esse aumento, com destaque para o óleo diesel (2,77%), etanol (2,17%) e gasolina (1,83%). A gasolina, por sua vez, foi o item com maior impacto individual no índice, representando um acréscimo de 0,10 p.p.

Desacelerando

Habitação (0,37%) e educação (0,07%), que haviam registrado fortes altas em fevereiro devido ao fim do desconto na conta de luz e ao reajuste das mensalidades escolares, tiveram um crescimento mais modesto em março.

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Acumulado anual 

O IPCA-E, que reflete o acumulado do IPCA-15 nos três primeiros meses do ano, ficou em 1,99%, superando os 1,46% do mesmo período de 2024. Já o acumulado de 12 meses do IPCA-15 (5,26%) alcançou o maior nível desde março de 2023, quando chegou a 5,36%.

A inflação oficial do mês será divulgada pelo IBGE em 11 de abril. O governo segue monitorando os impactos dos preços sobre o consumo das famílias e buscando soluções para conter a alta inflacionária.

 

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