Neste sábado, 1º de fevereiro de 2025, o Congresso Nacional do Brasil se prepara para eleger os novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, além de compor as mesas diretoras de ambas as Casas para o biênio 2025-2026. As sessões estão programadas para ocorrer às 10h no Senado e às 16h na Câmara.
Processo de eleição no Senado
No Senado, os candidatos à presidência devem formalizar suas candidaturas por escrito na Secretaria-Geral da Mesa durante uma reunião preparatória. Após a oficialização, o atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciará os nomes ao plenário. Em seguida, os candidatos, em ordem alfabética, apresentarão seus discursos e propostas.
A votação é secreta, realizada em cabines com cédulas que contêm os nomes dos candidatos e as rubricas do presidente e vice-presidente do Senado. O vencedor será aquele que obtiver a maioria absoluta dos votos.
Até o momento, quatro senadores estão na disputa pela presidência: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Marcos Pontes (PL-SP), Marcos do Val (Podemos-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE).
Após a eleição do presidente, ocorrerá uma segunda reunião para a escolha dos demais membros da mesa diretora, incluindo dois vice-presidentes, quatro secretários titulares e quatro suplentes.
Processo de eleição na Câmara
Na Câmara dos Deputados, três parlamentares oficializaram suas candidaturas à presidência: Hugo Motta (Republicanos-PB), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS). O prazo para formalização das candidaturas encerra-se às 13h30 deste sábado, enquanto a formação de blocos parlamentares pode ser realizada até as 9h do mesmo dia.
A sessão preparatória para a eleição do novo presidente está prevista para as 16h no plenário. Assim como no Senado, o candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos (257) para ser eleito em primeiro turno. Caso contrário, haverá um segundo turno, no qual vence o mais votado.
Os partidos podem formar blocos para aumentar sua representatividade na distribuição das presidências de comissões e da mesa diretora. O mandato para as comissões é de quatro anos, enquanto para a mesa diretora é de dois anos.
Implicações políticas
A escolha das novas lideranças no Congresso ocorre em um momento delicado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrenta desafios para aprovar medidas como a isenção de imposto de renda para quem ganha menos de R$ 5.000 e o aumento de tributos sobre os mais ricos. A relação com o Congresso será crucial para a implementação dessas políticas.
Analistas políticos apontam que a eleição de Hugo Motta na Câmara e Davi Alcolumbre no Senado pode manter o controle legislativo sobre o orçamento federal, exigindo do governo negociações hábeis para avançar com sua agenda.
A definição das novas lideranças legislativas será determinante para o cenário político brasileiro nos próximos anos, influenciando diretamente a governabilidade e a implementação de políticas públicas.