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Conselho de Inovação quer conectar talentos, empresas e educação em Marechal Rondon

Coordenador Osnei Francisco Alves destaca papel do ecossistema local, criação de fundo de investimento, formação profissional e valorização das soluções desenvolvidas no município

Por: João Livi
06/08/2026 às 15h24
Conselho de Inovação quer conectar talentos, empresas e educação em Marechal Rondon
Osnei Francisco Alves, gerente do Senac e coordenador do Conselho de Inovação de Marechal Cândido Rondon, destaca a importância de conectar educação, empresas, instituições e poder público para fortalecer o ecossistema local.

Marechal Cândido Rondon possui instituições, empresas, universidades, entidades e talentos capazes de fortalecer um ecossistema de inovação com impacto regional. Essa é a avaliação de Osnei Francisco Alves, gerente do Senac e coordenador do Conselho de Inovação do município.

Em entrevista concedida à Revista Especiais - assista em nosso canal do YouTube -, Osnei destacou que o Conselho de Inovação tem como missão aproximar o poder público, a iniciativa privada, as instituições de ensino, entidades representativas e a sociedade civil organizada.

Segundo ele, o desafio é fazer com que esses atores trabalhem de forma integrada, identificando o que cada instituição tem de melhor e transformando esse potencial em desenvolvimento sustentável para Marechal Cândido Rondon e região.

Ecossistema de inovação

O Conselho de Inovação conta com a participação da Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, além de entidades, instituições de ensino e representantes do setor produtivo.

Entre os atores citados por Osnei estão Unioeste, Acimacar, Copagril, Isepe, Senac, Senai, Sesi, Sesc, Sindicomar, Itaipu Parquetec, Nova Hub e o Centro de Inovação de Marechal Cândido Rondon.

Para o coordenador, o município já reúne muitas iniciativas positivas, mas ainda precisa melhorar a conexão entre elas. A inovação, conforme destacou, não depende apenas de equipamentos ou tecnologia, mas de gente qualificada, inteligência, criatividade, educação e cooperação.

Reuniões mensais

O Conselho realiza encontros mensais em diferentes instituições. As reuniões já passaram por espaços como Unioeste, Senac, Sesi e Centro de Inovação, com participação de entidades e representantes do ecossistema local.

Osnei afirma que a proposta é manter uma política de diálogo, ouvindo diferentes setores e analisando como cada um pode contribuir para o desenvolvimento do município.

Segundo ele, o Conselho deve atuar como um ambiente de articulação, capaz de aproximar ideias, instituições, empresas e pessoas interessadas em fortalecer Marechal Cândido Rondon.

Hackathon e fundo de investimento

Entre as ações previstas está a realização de um hackathon, maratona voltada ao desenvolvimento de soluções por programadores, estudantes, profissionais e empreendedores.

O Sebrae é apontado como parceiro importante nesse processo, especialmente pelo suporte técnico e pela aproximação com demandas reais de empresas e empresários.

Outra proposta em estudo é a criação de um fundo de investimento voltado ao fomento de startups e projetos inovadores em Marechal Cândido Rondon. A ideia ainda está em fase embrionária, mas busca criar condições para que pessoas, empresas e instituições possam investir no desenvolvimento local.

Educação como base da inovação

Osnei defende que inovação passa, obrigatoriamente, pela educação. Para ele, não basta ter uma boa ideia ou criar uma startup. É preciso preparar pessoas, formar profissionais, fortalecer cursos técnicos, ampliar a qualificação e aproximar o ensino das necessidades do mercado.

O coordenador cita como exemplos os cursos ofertados pelo Senac, incluindo formações em inteligência artificial, segurança do trabalho e gastronomia. Também destacou o papel da Unioeste, do Isepe, do Senai e de outras instituições de ensino que oferecem cursos superiores, técnicos, profissionalizantes, mestrados, doutorados e projetos de pesquisa.

Segundo ele, cidades e países que se desenvolveram passaram pela valorização do conhecimento. Por isso, Marechal Cândido Rondon precisa reconhecer melhor sua estrutura educacional e ampliar sua visibilidade para além do próprio município.

Polo regional de educação

Para Osnei, Marechal Cândido Rondon caminha para se consolidar como polo regional de educação e inovação. Ele afirma que há jovens desenvolvendo tecnologia, professores qualificados, instituições estruturadas e empresas com capacidade de competir fora do município.

O coordenador defende que a cidade precisa “vender melhor” seu potencial, mostrando para outros centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, a força existente no município.

Na avaliação dele, muitas empresas locais já são reconhecidas fora de Marechal Cândido Rondon, mas ainda falta ampliar esse reconhecimento dentro da própria comunidade.

Tecnologia da informação

Além da cadeia da proteína, tema estratégico debatido no POD, Osnei também aponta a tecnologia da informação como um dos grandes potenciais de Marechal Cândido Rondon.

Segundo ele, há talentos e empresas locais exportando serviços criados e desenvolvidos no município, com alto nível de qualidade.

O papel do Conselho de Inovação, nesse contexto, é favorecer conexões, dar visibilidade a esses negócios, estimular parcerias e criar ambiente para que novas soluções sejam desenvolvidas a partir de demandas reais da economia local.

Inovar também é cooperar

Osnei ressalta que inovação não significa apenas criar algo novo em termos tecnológicos. Também envolve comportamento, respeito às diferentes visões, valorização da cultura local, cooperação e capacidade de compartilhar conhecimento.

Para ele, Marechal Cândido Rondon tem uma característica importante: o espírito cooperativo. A presença de cooperativas, entidades atuantes, instituições de ensino e empresas abertas ao diálogo cria um ambiente favorável para o crescimento coletivo.

O coordenador afirma que o objetivo é “fazer o bolo crescer” para que todos possam compartilhar melhores resultados no futuro.

Lei da Inovação

A atuação do Conselho também está ligada à legislação municipal de inovação. Segundo Osnei, a Lei da Inovação pode ser acessada por meio da Prefeitura e do próprio Conselho Municipal de Inovação.

Ele afirma que a lei é atual e busca abrir caminhos para que pessoas e empresas possam acessar benefícios, investimentos e oportunidades relacionadas ao desenvolvimento inovador.

A expectativa do coordenador é que, em um ano, Marechal Cândido Rondon esteja em um novo patamar, com indicadores, números e ações mais organizadas para medir e impulsionar a maturidade da inovação no município.

Comunicação e desenvolvimento

Ao final da entrevista, Osnei destacou o papel da comunicação no fortalecimento do ecossistema de inovação. Para ele, a imprensa contribui ao levar informação de qualidade, ouvir diferentes partes e dar visibilidade às iniciativas locais.

O Conselho de Inovação pretende seguir articulando instituições, empresas, poder público e sociedade civil para transformar conhecimento, educação e cooperação em desenvolvimento econômico e social.

As reuniões e projetos em andamento devem orientar os próximos passos da agenda de inovação em Marechal Cândido Rondon.

 

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