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Copom corta Selic pela terceira vez seguida no ano

Banco Central reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, mas manteve tom de cautela diante da inflação e das incertezas externas

Por: João Livi Fonte: Banco Central
18/06/2026 às 08h33
Copom corta Selic pela terceira vez seguida no ano
Edifício-sede do Banco Central, em Brasília. Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano nesta quarta-feira. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu, nesta quarta-feira (17), a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, os juros básicos da economia passam de 14,50% para 14,25% ao ano.

Esta é a terceira redução consecutiva da Selic. O ciclo de cortes começou em março, depois de a taxa permanecer em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, o maior nível em quase 20 anos.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Juros elevados encarecem o crédito, reduzem o ritmo do consumo e afetam financiamentos, compras parceladas e operações com cartão.

Cautela

No comunicado, o Copom citou incertezas ligadas aos conflitos no Oriente Médio e aos impactos já observados sobre preços de ativos e commodities. O cenário externo segue sendo um dos fatores de atenção para países emergentes.

O comitê também destacou que, no ambiente doméstico, os indicadores mostram aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre, com participação maior de setores cíclicos e mercado de trabalho ainda resiliente.

Apesar do corte, o Banco Central informou que os próximos passos dependerão dos novos dados econômicos e da trajetória esperada para a inflação.

Inflação

As expectativas de inflação seguem acima da meta. Segundo a pesquisa Focus, as projeções para 2026 e 2027 estão em 5,30% e 4,10%, respectivamente.

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,50 ponto percentual para baixo ou para cima. Com isso, o limite superior da banda é de 4,50%.

O Copom também afirmou que acompanha os efeitos da política fiscal doméstica sobre a política monetária e os ativos financeiros. O objetivo é garantir a convergência da inflação à meta no horizonte considerado pelo Banco Central.

 

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