
O Link Iguassu Valley chega à sexta edição em Medianeira, no Oeste do Paraná, com uma ação inédita voltada à conexão entre ciência, tecnologia e setor produtivo. No dia 15 de maio, durante o Matchmaking Presencial, serão apresentados 37 relatos técnicos selecionados por uma banca de especialistas para a Vitrine Tecnológica.
O edital selecionou projetos com potencial de transferência de propriedade intelectual para empresas interessadas em transformar pesquisa em soluções de mercado. Os relatos envolvem áreas estratégicas para as cadeias agroalimentares, como Inteligência Artificial, Sustentabilidade, Indústria 4.0, Agrotech e Biotecnologia.
Mais de 50 trabalhos foram inscritos. A banca avaliadora escolheu os projetos com maior aderência à proposta de conexão com empresas, resultando em 10 selecionados em sustentabilidade, 10 em biotecnologia, 9 em agrotech, 7 em Indústria 4.0 e 1 em Inteligência Artificial.
Reconhecido nacionalmente como programa de inovação aberta, o Link Iguassu Valley passa a incorporar, nesta edição, a Vitrine Tecnológica como espaço de apresentação de ativos de propriedade intelectual.
A proposta é conectar patentes, registros de software, desenhos industriais, cultivares e know-how a empresas interessadas em levar essas tecnologias ao mercado. A iniciativa envolve pesquisadores, startups, estudantes e profissionais.
No dia 15 de maio, todos os selecionados apresentarão seus projetos em formato de pitch, ampliando a visibilidade das soluções e as possibilidades de transferência tecnológica.
Os trabalhos selecionados são resultado de uma parceria com a EMBRAPII, Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) e agências de inovação de dez universidades: Unioeste, UTFPR, UFPR, UEL, UEM, UEPG, UENP, Unespar, Unicentro, IFPR e Itaipu Binacional.
Para o consultor do Sebrae/PR, Osvaldo Brotto, a Vitrine Tecnológica agrega valor ao programa ao aproximar a produção científica de empresas que podem transformar conhecimento em inovação aplicada.
“O que estamos oferecendo é uma chamada específica para ativos de propriedade intelectual com potencial de transferência ao setor produtivo, como patentes, registros de software, desenhos industriais, cultivares e know-how. Nas edições anteriores, o Link conectava empresas demandantes a solucionadores. Agora, vai além: cria um mercado de tecnologias protegidas, aproximando a produção científica das empresas que podem transformá-la em valor”, explica.
A iniciativa reforça o papel da inovação aberta como ponte entre instituições de pesquisa, startups e empresas, especialmente em um setor estratégico como o agroalimentar.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) teve 9 trabalhos selecionados para a Vitrine Tecnológica. A assessora de Inovação e coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológico da instituição, Keila de Souza Silva, destacou que os projetos demonstram a capacidade da universidade de contribuir para a solução de problemas reais do agronegócio.
“Esse resultado é fruto do trabalho estratégico do nosso setor de inovação, que atua na tradução de pesquisas de alta qualidade em ativos competitivos e prontos para o setor produtivo. Estar presente neste evento é a oportunidade ideal para conectarmos nossa ciência a parceiros estratégicos, consolidando o papel da universidade no desenvolvimento econômico regional”, destaca Keila.
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) também terá participação na vitrine. Segundo Maico Ornelas, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica da UFPR - NIT/PRPI/UFPR, a instituição inscreveu 7 patentes, das quais 5 foram selecionadas para apresentação.
“Diversos esforços são feitos pelo NIT/UFPR para alcançar o objetivo da Transferência das Tecnologias, mas nem sempre é simples estabelecer o diálogo com o Setor Produtivo, a possibilidade de participarmos com alguns dos nossos ativos tecnológicos na Vitrine Tecnológica do evento Link Iguassu Valley, tendo contato diretamente com grandes empresas do setor, é uma excelente oportunidade para atingirmos tal objetivo”, afirma Ornelas.
Após as apresentações, as Agências de Inovação e os Núcleos de Inovação Tecnológica serão responsáveis por conduzir as negociações com empresas e interessados na transferência das tecnologias.
A etapa busca transformar os pitches em oportunidades concretas de aproximação comercial, licenciamento, parceria ou aplicação das soluções apresentadas.
Com a Vitrine Tecnológica, o Link Iguassu Valley amplia sua atuação e cria uma ponte mais direta entre conhecimento científico, propriedade intelectual protegida e demandas do mercado agroalimentar.