
A Itaipu Binacional obteve o registro de patente de um novo dispositivo voltado ao controle e monitoramento do fluxo de água na barragem, resultado de uma parceria entre técnicos da usina e o Itaipu Parquetec. A inovação representa um avanço no sistema de aferição de níveis líquidos, ampliando a precisão e a eficiência operacional.
O equipamento patenteado é um medidor de nível de líquido que permite transferir a leitura de um ponto para outro, facilitando a visualização dos dados. A tecnologia é aplicada diretamente no acompanhamento da vazão em pontos de infiltração da barragem.
“Basicamente funciona para transferir uma medida de nível de um ponto para outro. Se eu tenho um nível de água em uma altura X, essa invenção eleva o ponto de visualização daquele nível”, explicou o técnico Diego Liska Dalri, um dos criadores do dispositivo.
A estrutura da usina conta com cerca de cinco mil drenos, responsáveis por aliviar a pressão da água sobre a fundação da barragem, o que torna o monitoramento constante essencial para a segurança da operação.
O novo modelo traz melhorias significativas em relação aos equipamentos antigos. Antes, os técnicos precisavam se posicionar em locais de difícil acesso, muitas vezes deitando-se no chão para realizar as leituras.
“Nos instrumentos antigos, o técnico tem que praticamente se deitar no chão para conseguir fazer a leitura. Tivemos a ideia de fazer um medidor vertical”, destacou o técnico José Otávio Jesus.
Com o novo dispositivo, a leitura se torna mais ágil e ergonômica, permitindo maior eficiência no acompanhamento dos dados e facilitando intervenções preventivas em caso de alterações no fluxo.
A criação do equipamento surgiu após a constatação de que não havia soluções disponíveis no mercado que atendessem às necessidades específicas da usina.
Protótipos iniciais foram desenvolvidos com materiais simples, como tubos de PVC, até chegar à versão final em inox, mais resistente e adequada ao ambiente de operação. Após testes em laboratório e em campo, o modelo definitivo foi consolidado.
O processo de registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) levou cerca de três anos e meio. A carta patente foi concedida no dia 7 de abril, assegurando à Itaipu os direitos de uso da tecnologia por 15 anos.
O projeto integra o Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (CEASB 5), dentro da iniciativa MABI, voltada ao desenvolvimento de métodos alternativos para leituras de instrumentos instalados na barragem.
A criação desse novo modelo de medidor de fluxo é mais um exemplo do potencial de inovação dentro da Itaipu. A empresa realiza anualmente o Prêmio Inowatt, um concurso que estimula a inovação entre os empregados da Itaipu Binacional nas diversas áreas de atuação da empresa. Além disso, detém a patente de outros oito programas e equipamentos criados internamente, assegurando os direitos sobre essas invenções e consolidando seu compromisso com o desenvolvimento tecnológico e a geração de soluções inovadoras.