
A dívida pública bruta do Brasil voltou a crescer em fevereiro e alcançou 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. O índice representa um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior e atinge o maior patamar desde outubro de 2021.
O avanço da dívida reflete, principalmente, o impacto das despesas com juros e o resultado negativo das contas públicas no período.
Em fevereiro, o setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 16,39 bilhões. Apesar de negativo, o resultado ficou abaixo das projeções do mercado, que estimavam um rombo de aproximadamente R$ 25 bilhões.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o déficit foi de R$ 18,97 bilhões, houve uma leve melhora no desempenho fiscal.
Um dos principais fatores que contribuíram para a elevação da dívida foi a apropriação de juros, que somou R$ 84,2 bilhões no mês.
Considerando o resultado nominal - que inclui os gastos com juros - o déficit chegou a R$ 100,59 bilhões, evidenciando o peso do custo da dívida sobre as contas públicas.
No acumulado dos últimos 12 meses, o setor público registra déficit primário de R$ 52,84 bilhões, equivalente a 0,41% do PIB.
O indicador mostra que, mesmo com oscilações mensais, o país ainda enfrenta dificuldades para equilibrar as contas públicas no médio prazo.