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Petróleo dispara e ultrapassa US$ 90 com tensão no Oriente Médio; bolsas caem na Europa e nos EUA

Conflito na região e risco de interrupção no Estreito de Ormuz elevam temores no mercado e pressionam bolsas internacionais

Por: João Livi
06/03/2026 às 14h35
Petróleo dispara e ultrapassa US$ 90 com tensão no Oriente Médio; bolsas caem na Europa e nos EUA
Temor de interrupção no fornecimento de petróleo no Oriente Médio eleva preços da commodity e pressiona bolsas internacionais.

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte reação nos mercados internacionais nesta sexta-feira (6). O preço do petróleo disparou e ultrapassou US$ 90 por barril, enquanto bolsas europeias e norte-americanas registraram queda diante do temor de interrupções no fornecimento da commodity.

O barril do Brent crude oil, referência global, chegou a US$ 91,85, alta de cerca de 7,5%, atingindo o maior valor em sessão desde abril de 2024. Ao longo da tarde, o avanço se moderou levemente, com a cotação próxima de US$ 90,98.

Nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate também registrou forte valorização, alcançando US$ 89,13 por barril, com alta próxima de 10% em determinados momentos do pregão.

Tensão geopolítica pressiona o mercado

A disparada dos preços ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, conflito que já dura cerca de uma semana.

Um dos principais fatores de preocupação é o risco logístico no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

Com o aumento das hostilidades na região, diversos navios petroleiros deixaram de atravessar o estreito. Embarcações estariam ancoradas em portos próximos ao Golfo Pérsico, enquanto companhias de transporte marítimo evitam a rota devido aos riscos de ataques.

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Possibilidade de petróleo a US$ 150

A instabilidade no fornecimento pode pressionar ainda mais os preços da energia. Em entrevista ao jornal Financial Times, o ministro da Energia do Qatar, Saad Al-Kaabi, afirmou que, caso o conflito se prolongue, o barril de petróleo pode atingir até US$ 150.

A estatal energética QatarEnergy já anunciou a interrupção da produção de GNL (gás natural liquefeito), o que também provocou forte aumento nos preços do gás e de outros insumos industriais.

Bolsas globais reagem com volatilidade

A tensão geopolítica também afetou os mercados financeiros. Enquanto algumas bolsas asiáticas registraram leve recuperação nesta sexta-feira, os mercados europeus e norte-americanos operaram em queda.

Na Europa, o índice Euro STOXX 600 recuava cerca de 1,1%, acompanhando perdas nas principais praças financeiras:

  • Frankfurt: -0,97%

  • Londres: -1,26%

  • Paris: -0,86%

  • Madri: -1,03%

  • Milão: -1,12%

Nos Estados Unidos, os principais índices também apresentaram queda durante o pregão:

  • Nasdaq: -1,02%

  • Dow Jones: -1,28%

  • S&P 500: -1,21%

Ouro volta a subir

Em momentos de incerteza global, investidores costumam buscar ativos considerados mais seguros. O gold chegou a cair no início do dia, mas voltou a subir posteriormente.

No início da tarde, o metal registrava alta de aproximadamente 1,3%, refletindo a busca por proteção diante da instabilidade econômica e geopolítica.

Especialistas avaliam que, caso o conflito se prolongue ou haja interrupção significativa no fluxo de petróleo do Oriente Médio, os impactos podem se estender para inflação global, custos de energia e crescimento econômico mundial.

 

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