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Inflação sobe 0,41% em Curitiba em janeiro e fica acima da média nacional

Vestuário lidera altas, enquanto artigos de residência ajudam a conter avanço do índice

Por: João Livi Fonte: Assessoria
19/02/2026 às 09h44
Inflação sobe 0,41% em Curitiba em janeiro e fica acima da média nacional
De fevereiro de 2025 e janeiro de 2026 o mamão teve aumento registrado de 30,81%. (Foto: Freepik)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% no Brasil em janeiro, enquanto Curitiba e Região Metropolitana apresentaram variação ligeiramente superior, de 0,41%.

O principal impacto na capital paranaense veio do grupo Vestuário, que avançou 1,06% no mês, puxado por reajustes em joias, bijuterias e roupas masculinas.

Em sentido contrário, o grupo Artigos de residência recuou 0,34%, ajudando a moderar o resultado regional. A queda foi influenciada principalmente pela redução nos preços de consertos e manutenção, que registraram baixa de 2,30%.

Acumulado anual

No acumulado de 12 meses, o IPCA atingiu 4,44% no País e 4,36% em Curitiba e RMC. Ambos os índices permanecem abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,50%.

Para o assessor econômico da Fecomercio PR, Lucas Dezordi, o resultado indica manutenção do controle inflacionário. “A inflação permanece dentro do intervalo de tolerância da meta, sinalizando um ambiente de maior previsibilidade para consumidores e empresas”, afirmou.

Altas e quedas

Entre os itens que mais subiram em Curitiba em janeiro estão pepino (+28,82%), tomate (+18,96%), alface (+7,29%), filé-mignon (+6,59%), acém (+5,25%) e manga (+6,07%). As variações refletem fatores sazonais e oscilações na oferta e demanda típicas do início do ano.

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As principais quedas ocorreram em cheiro-verde (-8,75%), passagens aéreas (-7,68%), melão (-7,06%), balas (-6,80%), autoescola (-6,30%) e linguiça (-5,00%).

Pressões no ano

No acumulado entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, as maiores altas foram registradas em mamão (+30,81%), chocolate (+25,89%), café moído (+23,63%), energia elétrica residencial (+23,48%), joias (+22,26%) e combustíveis e energia (+17,28%).

A energia elétrica segue como um dos principais fatores de pressão. Segundo Dezordi, a manutenção de um regime regular de chuvas pode favorecer a redução de custos nos próximos meses.

Entre as maiores quedas no período estão arroz (-28,84%), feijão-preto (-28,23%), laranja-pera (-22,26%), azeite de oliva (-22,16%), leite longa vida (-18,85%), passagem aérea (-14,90%) e seguro voluntário de veículo (-14,29%).

 

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