
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul encerrou sua participação no Show Rural Coopavel 2026 com um balanço robusto de contratações. Somente pelo Banco do Agricultor Paranaense, foram R$ 434,33 milhões formalizados, distribuídos em 3.127 projetos voltados a produtores, cooperativas e agroindústrias familiares.
Ao longo de cinco dias de agendas institucionais, atendimento técnico e rodadas de negócios, o banco consolidou números que refletem a agenda tecnológica predominante na feira.
De acordo com o BRDE, 38% dos projetos contratados estão ligados à energia solar. A pecuária de leite representa 29% da carteira, enquanto a pecuária de corte soma 23%. Também ganham relevância iniciativas em irrigação e biomassa.
O Banco do Agricultor Paranaense foi estruturado para acelerar investimentos produtivos com estímulos direcionados, operando em parceria com instituições como o próprio BRDE e a Fomento Paraná. O programa utiliza equalização de juros, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico - FDE, permitindo a devolução parcial ou total dos juros pagos pelos produtores, conforme porte, tipo de projeto e localização.
Regiões com Índice de Desenvolvimento Humano abaixo da média estadual tendem a receber benefício maior, como forma de incentivo ao desenvolvimento regional.
O diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, destacou o papel do evento como vitrine do banco no campo. "O agro é uma das nossas maiores vocações, e o Show Rural é o lugar onde essa energia aparece com clareza. E o BRDE é também indústria e inovação. Fomento, para nós, é justamente conectar produtividade e competitividade e transição sustentável", afirmou.
O banco encerrou 2025 com R$ 5,6 bilhões contratados em 17.880 operações nos três estados do Sul e em Mato Grosso do Sul. O saldo em carteira - que representa o estoque ativo de financiamentos - alcança aproximadamente R$ 25 bilhões, com crescimento de 72% nos últimos cinco anos.
Segundo o diretor administrativo Heraldo Neves, o impacto macroeconômico é direto. "O incremento estimado no PIB dos três estados do Sul é, em linhas gerais, mais ou menos 1 para 1: o que o BRDE viabiliza em crédito tende a se traduzir em atividade econômica. E isso é o que justifica a existência de um banco de desenvolvimento", declarou.
No Paraná, o banco fechou o último ano com R$ 2,2 bilhões em contratos, sendo mais da metade destinada ao agronegócio. O Oeste paranaense aparece como principal âncora regional, respondendo por 26% do fomento viabilizado pelo BRDE no estado nos últimos cinco anos, à frente da Região Metropolitana de Curitiba, Norte Central e Sudoeste.
A participação no Show Rural também foi marcada por anúncios institucionais. O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou a liberação do orçamento de 2026 do BRDE no Paraná, no valor de R$ 2,2 bilhões, destinados a novos contratos de crédito.
Já o governador em exercício Darci Piana formalizou convênio com a Associação Comercial e Industrial de Cascavel para ampliar o acesso das empresas associadas às linhas do banco, além de um acordo operacional de R$ 15 milhões com a Cooperativa LAR, por meio da LAR Credi.
Com números expressivos e foco em sustentabilidade - 79% dos contratos têm alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - o BRDE encerra o Show Rural reforçando seu papel como agente estratégico de fomento ao agronegócio e ao desenvolvimento regional.