Sábado, 24 de Janeiro de 2026
17°C 30°C
Marechal Cândido Rondon, PR

Intenção de consumo dá sinais de reação no Paraná no início de 2026

Índice avança em janeiro, mas permanece abaixo do nível de satisfação e indica cautela das famílias paranaenses

Por: João Livi Fonte: Fecomercio
23/01/2026 às 13h36
Intenção de consumo dá sinais de reação no Paraná no início de 2026
Índice da Fecomércio PR aponta leve melhora na intenção de consumo das famílias paranaenses no início de 2026. (Foto: Freepik)

Os paranaenses iniciaram 2026 com uma disposição um pouco maior para consumir, embora o cenário ainda inspire prudência. Em janeiro, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 93,1 pontos no Paraná, registrando alta de 0,9% em relação a dezembro. O indicador é elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), e mede a percepção das famílias sobre renda, emprego, crédito e capacidade de consumo.

Apesar da melhora mensal, o índice segue abaixo do patamar de janeiro de 2025, quando marcava 98,3 pontos, acumulando queda anual de 5,3%. Desde abril do ano passado, o ICF permanece abaixo dos 100 pontos - faixa considerada de satisfação - o que evidencia um ambiente ainda desfavorável para o consumo no Estado.

Um dos piores janeiros da série histórica

O resultado de janeiro de 2026 figura entre os mais baixos da série histórica iniciada em 2012. O desempenho só supera o registrado em janeiro de 2016, quando o índice marcou 91,1 pontos, e ficou abaixo inclusive dos níveis observados durante os anos mais críticos da pandemia. O dado reflete a postura cautelosa das famílias diante de juros elevados e de um crédito ainda restrito.

Sinais positivos nos subindicadores

Apesar do cenário geral contido, alguns subindicadores apresentaram avanços relevantes. A Perspectiva de Consumo chegou a 71,0 pontos, com crescimento de 7,1% na comparação mensal e alta de 3,4% em relação a janeiro do ano passado. Já o Momento para Compra de Bens Duráveis atingiu 62,5 pontos, com elevação de 3,1% frente a dezembro, embora ainda acumule retração de 10,3% no comparativo anual.

O Acesso ao Crédito também apresentou melhora. Com a interrupção do ciclo de alta da taxa básica de juros, os consumidores perceberam menor dificuldade para contratar financiamentos. O subindicador subiu 3,4% no mês, alcançando 63,7 pontos, ainda assim 7,1% abaixo do nível registrado no início de 2025.

Emprego sustenta confiança, mas renda recua

A Segurança do Emprego Atual segue como um dos poucos componentes em zona de satisfação, ao marcar 110,9 pontos. O indicador teve leve alta mensal de 0,9%, mas recuou 4,1% na comparação anual, indicando perda gradual de confiança.

Continua após a publicidade
Anúncio

Em contrapartida, outros componentes apresentaram retração. A Renda Atual caiu 1,4% no mês e 4,2% no ano, fechando em 149,3 pontos. O Nível de Consumo Atual recuou 1,4% frente a dezembro e 9,8% em relação a janeiro de 2025, enquanto a Perspectiva Profissional caiu para 93,7 pontos, com retração tanto mensal quanto anual.

Diferença entre faixas de renda

Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o ICF avançou 1,3% em janeiro, alcançando 91,6 pontos. Já no grupo com renda superior a esse patamar, houve queda de 0,7% em relação a dezembro, embora o índice tenha se mantido em nível de satisfação, com 100,1 pontos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários