
O percentual de famílias endividadas no Paraná apresentou leve queda em fevereiro, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio PR.
No período, o índice de famílias com algum tipo de dívida passou de 85,1% em janeiro para 84,5% em fevereiro, indicando uma melhora gradual na gestão financeira das famílias paranaenses.
Apesar da redução, o percentual ainda permanece acima da média nacional, que está em 80,2%. No ranking dos estados brasileiros com maior endividamento, o Paraná ocupa atualmente a 14ª posição.
Quando analisado o indicador de inadimplência, o Estado apresenta situação relativamente mais favorável em comparação ao restante do país. O Paraná aparece na penúltima posição no ranking nacional de famílias inadimplentes, ficando atrás apenas da Paraíba.
Mesmo assim, houve um pequeno aumento no percentual de consumidores com contas em atraso, que passou de 13,9% em janeiro para 15,2% em fevereiro.
Também cresceu a parcela de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas, passando de 2,7% para 3,1% no período.
A pesquisa também revela diferenças no comportamento das dívidas conforme a renda familiar.
Entre as famílias com rendimento de até dez salários mínimos, o nível de endividamento permanece elevado. Em fevereiro, 85,3% declararam possuir algum tipo de dívida, índice próximo ao registrado em janeiro (85,7%).
Já entre famílias com renda acima de dez salários mínimos, houve redução no percentual de endividados, que caiu de 82,7% para 81%.
O levantamento mostra ainda quais são os compromissos financeiros mais comuns entre os consumidores paranaenses.
O cartão de crédito segue como a principal modalidade de dívida, citado por 94,8% dos entrevistados.
Na sequência aparecem:
Financiamento de veículos – 7,4%
Financiamento imobiliário – 7%
Carnês e crediários – 4,9%
Os dados reforçam que, apesar da leve redução no endividamento geral, o cartão de crédito continua sendo o principal fator de comprometimento da renda das famílias no Paraná.