
O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (11) uma nova ferramenta voltada à segurança digital de crianças e adolescentes. Nos próximos meses, o aplicativo passará a oferecer controle parental para contas de usuários menores de 13 anos, permitindo que pais e responsáveis supervisionem o uso da plataforma.
A funcionalidade permitirá que adultos autorizem quais contatos poderão enviar mensagens para a criança ou adolescente, além de decidir em quais grupos o menor poderá participar.
O recurso também permitirá avaliar solicitações de contato de números desconhecidos e ajustar as configurações de privacidade da conta.
Segundo a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, o controle das configurações será feito por meio de um PIN exclusivo dos pais ou responsáveis, garantindo que apenas eles possam alterar as definições da conta.
“O controle parental e as configurações são controlados por um PIN dos pais no dispositivo gerenciado. Apenas pais, mães ou responsáveis podem acessar e modificar as configurações de privacidade, o que permite personalizar a experiência de acordo com as preferências da família”, informou a empresa em comunicado, publicado pela Agência Brasil.
Apesar da supervisão, a Meta destacou que o conteúdo das mensagens continuará protegido pela criptografia de ponta a ponta, o que impede que terceiros - incluindo a própria plataforma ou os responsáveis - tenham acesso às conversas.
De acordo com o WhatsApp, a nova ferramenta será disponibilizada gradualmente e poderá não estar disponível imediatamente em todas as regiões.
Para configurar a conta supervisionada, será necessário que o responsável tenha 18 anos ou mais e utilize a versão mais recente do aplicativo em dispositivos Android ou iPhone.
Durante o processo de configuração, o celular do responsável e o do menor deverão estar próximos para concluir a ativação da conta gerenciada.
A ampliação de mecanismos de proteção para crianças e adolescentes na internet tem sido tema de debate em diversos países.
Na Austrália, por exemplo, uma legislação passou a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Medidas semelhantes já avançaram em países como França e Portugal e seguem em discussão em outras nações europeias.
No Brasil, uma consulta pública realizada pelo governo federal também sugeriu regras mais rígidas para verificação da idade de usuários em plataformas digitais.
O país também avança em legislação voltada à proteção digital de crianças e adolescentes. Está em fase de implementação o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, instituído pela Lei nº 15.211/2025.
A norma entra em vigor em 18 de março e determina que plataformas digitais adotem medidas para prevenir riscos a menores de idade, incluindo acesso a conteúdos ilegais ou impróprios, como exploração sexual, violência, assédio, jogos de azar e publicidade predatória.
A legislação também exige mecanismos mais confiáveis para verificação da idade dos usuários, substituindo o modelo atual baseado, em grande parte, apenas na autodeclaração.