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Paraná renova piso salarial e pode manter o maior valor do Brasil em 2026

Estado aprova pisos de até R$ 2.407,90, bem acima do salário mínimo nacional, e reforça política de proteção à renda dos trabalhadores.

Por: João Livi Fonte: CETER
19/01/2026 às 16h07 Atualizada em 19/01/2026 às 16h09
Paraná renova piso salarial e pode manter o maior valor do Brasil em 2026
Paraná aprova novos pisos salariais para 2026 e amplia a valorização do trabalho em diferentes setores da economia. (Foto: Felipe Henschel/AEN)

O Paraná avança mais uma vez na valorização do trabalho e da renda. O Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda do Paraná (CETER) aprovou os novos valores do piso salarial estadual, válidos de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026, com a faixa mais alta fixada em R$ 2.407,90. O valor supera com ampla margem o salário mínimo nacional, atualmente em R$ 1.621, e consolida o Paraná como o estado com o maior piso regional do País.

A decisão reforça a política estadual de valorização do trabalho e posiciona o Paraná como referência nacional na construção de instrumentos de proteção à renda, especialmente para categorias que não contam com piso definido em lei federal ou acordo coletivo.

Quatro faixas atendem diferentes setores

Os novos valores foram organizados em quatro grupos, respeitando as especificidades do mercado de trabalho:

  • Grupo I – R$ 2.105,34: trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca.

  • Grupo II – R$ 2.181,63: trabalhadores dos serviços administrativos, comércio, reparação e manutenção.

  • Grupo III – R$ 2.250,04: trabalhadores da produção de bens e serviços industriais.

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  • Grupo IV – R$ 2.407,90: técnicos de nível médio.

Com essa estrutura, o Estado mantém um piso regional robusto e equilibrado, abrangendo desde atividades primárias até funções técnicas, com impacto direto no poder de compra dos trabalhadores.

Critérios técnicos e construção coletiva

A definição dos valores considerou critérios técnicos previstos em lei, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo IBGE, além da política nacional do salário mínimo. O processo respeitou a realidade econômica de cada segmento e foi construído de forma tripartite, envolvendo governo, empregadores e trabalhadores.

O texto aprovado segue agora para publicação no Diário Oficial e, na sequência, servirá de base para a elaboração da minuta de decreto, que será encaminhada à Casa Civil.

Governo destaca diálogo e desenvolvimento

O secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, destacou que a aprovação é resultado de um esforço conjunto e responsável. Segundo ele, o piso salarial do Paraná é fruto de diálogo permanente e de uma construção coletiva que protege o trabalhador sem desconsiderar a realidade econômica do Estado. O secretário também ressaltou que a política de valorização do piso está alinhada às ações de qualificação profissional e geração de emprego, compondo uma estratégia mais ampla de desenvolvimento.

Conselho reforça papel institucional

O presidente do CETER, Luiz Roberto Romano, enfatizou a maturidade institucional do Conselho no processo de aprovação. De acordo com ele, as decisões foram tomadas com base em dados, diálogo e responsabilidade social, reforçando o papel do CETER como espaço permanente de negociação e construção coletiva.

Flexibilidade diante do cenário econômico

A Resolução nº 632/2026 prevê ainda que, caso o salário mínimo nacional seja alterado ao longo de 2026, o Conselho poderá deliberar novamente sobre os valores dos pisos estaduais. A medida garante flexibilidade, atualização conforme os critérios legais e atenção constante às mudanças econômicas, mantendo o foco na proteção da renda dos trabalhadores paranaenses.

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