
O rendimento do trabalho das mulheres no Paraná registrou o maior crescimento entre os estados das regiões Sul e Sudeste do Brasil em 2025. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNADCT), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), apontam que os salários femininos avançaram 9,3% no último trimestre do ano passado em comparação com o mesmo período de 2024.
O valor médio mensal passou de R$ 3.324 para R$ 3.633 no período analisado. O índice representa crescimento real, ou seja, acima da inflação.
Com esse desempenho, o Paraná liderou o ranking entre os estados das duas regiões mais desenvolvidas do país. Na sequência aparecem Minas Gerais, com alta de 7,96%; Santa Catarina, com 5,77%; Rio de Janeiro, com 4,57%; Rio Grande do Sul, com 4,15%; Espírito Santo, com 0,8%; e São Paulo, com 0,78%.
Além disso, o avanço registrado no Estado ficou bem acima da média nacional, que apresentou aumento real de 4,33%.
O levantamento também mostra que o rendimento médio das mulheres no Paraná vem crescendo de forma consistente ao longo dos últimos anos. Na comparação com o último trimestre de 2018, o salário mensal feminino subiu 18,3% em termos reais.
Naquele período, entre outubro e dezembro de 2018, a renda média era de R$ 3.071. No quarto trimestre de 2025, o valor chegou a R$ 3.633.
Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o aumento da renda feminina acompanha a expansão do mercado de trabalho no Estado e reflete o dinamismo da economia paranaense.
“Do final de 2018 até o último trimestre de 2025, o número de mulheres em atividades laborais subiu de 2,3 milhões para 2,8 milhões no Estado, elevando a renda e, consequentemente, a condição de bem-estar das famílias paranaenses”, afirma.
Outro indicador que reforça o avanço da participação feminina no mercado de trabalho foi divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Em janeiro de 2026, o Paraná registrou saldo positivo de 5.752 mulheres empregadas, um crescimento de 17% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de 4.760 vagas.
Com esse resultado, o Estado teve o segundo melhor desempenho do país no período, ficando atrás apenas de Santa Catarina, que registrou saldo de 6.185 empregos para mulheres.