Uma pesquisa realizada pela paranaense Cheers, especializada no público universitário, trouxe novos insights sobre os hábitos digitais e de consumo de jovens entre 18 e 23 anos em três regiões do Brasil. O estudo confirma a força do Instagram como principal rede social, mas aponta também a consolidação de TikTok e YouTube como plataformas de influência direta no comportamento e nas escolhas dessa geração.
O levantamento, feito com 500 estudantes que integram o universo de 2 milhões de usuários do aplicativo da Cheers, mostra que 95% dos entrevistados acessam o Instagram diariamente. O TikTok, por sua vez, é utilizado todos os dias por 75% dos jovens, não apenas como entretenimento, mas como referência de consumo e comportamento. Já o YouTube mantém sua relevância como espaço para conteúdos mais longos e aprofundados. A rede X (antigo Twitter), embora em queda de popularidade, ainda tem espaço em nichos de forte engajamento.
A pesquisa também perguntou aos jovens quais marcas eles seguem nas redes sociais por se sentirem representados ou inspirados. Sem opções pré-definidas, a resposta revelou a diversidade de segmentos que conquistam a nova geração.
No setor esportivo, Nike e Adidas aparecem no topo. Já no universo da beleza e cuidados pessoais, Wepink, Grupo Boticário, Natura e Boca Rosa foram os nomes mais lembrados. O varejo de moda teve destaque com Renner, Shein e Youcom, enquanto no entretenimento a Netflix liderou.
Um dado que surpreende é a presença do setor financeiro: o Nubank foi citado com frequência, evidenciando que os jovens também se preocupam com a gestão de sua vida financeira e confiam em marcas que dialogam com seus valores.
Segundo a análise da pesquisa, a juventude universitária não se conecta apenas com produtos, mas com marcas que demonstram autenticidade, inovação e alinhamento com seus valores. Esse fator tem se tornado decisivo na hora de definir preferência e engajamento.
O estudo qualitativo foi realizado com estudantes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, buscando compreender como os universitários se relacionam com as redes sociais e quais marcas fazem parte de seu cotidiano. Os resultados servem como guia estratégico para empresas que querem se aproximar desse público cada vez mais exigente, conectado e criterioso.