O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com forte alta, impulsionado pelo desempenho positivo de empresas do setor de commodities e pelo apetite global por risco. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 2,64% nesta sexta-feira (14), fechando aos 128.957,09 pontos. Com isso, acumulou um avanço de 3,14% na semana, seu melhor desempenho desde agosto do ano passado. No acumulado do mês, a valorização já chega a 5,01%, enquanto no ano o índice sobe 7,21%.
O dia foi marcado por um movimento de recuperação nas bolsas de Nova York, que haviam registrado uma semana negativa. O índice Dow Jones subiu 1,65%, enquanto o Nasdaq avançou 2,61%, reduzindo as perdas acumuladas nos últimos dias. O mercado americano ainda enfrenta volatilidade, influenciado por temores sobre tarifas comerciais e a atividade econômica nos Estados Unidos.
No mercado de câmbio, o dólar comercial registrou queda de 0,98%, fechando a R$ 5,7433. O movimento reflete um maior apetite dos investidores por ativos de países emergentes, diante da expectativa de novos estímulos econômicos na China e da busca por diversificação frente às incertezas nos Estados Unidos.
A valorização das commodities, especialmente do minério de ferro, foi um dos fatores que impulsionaram o Ibovespa. O contrato futuro da commodity negociado na bolsa de Dalian, na China, subiu 2,32%, cotado a US$ 109,59 por tonelada, beneficiando ações de mineradoras como a Vale (VALE3), que avançou 3,28% no pregão.
Entre os destaques do dia na B3, as ações de grandes empresas apresentaram ganhos significativos. A Petrobras teve alta expressiva, com PETR3 subindo 3,90% e PETR4 avançando 3,08%. O Itaú (ITUB4) também se destacou, registrando ganho de 3,25%.
Na ponta positiva, a maior valorização ficou com a Automob (AMOB3), que disparou 16,67%, seguida por Magazine Luiza (MGLU3), com alta de 13,48%, e CSN (CSNA3), que avançou 11,82%. Em contrapartida, a Natura (NTCO3) liderou as quedas, recuando 29,94%, impactada por resultados abaixo do esperado no quarto trimestre. Outras quedas relevantes foram de Azzas (AZZA3), com -10,42%, e LWSA (LWSA3), que perdeu 4,33%.
Apesar da recuperação da bolsa, os investidores permanecem atentos às incertezas globais, especialmente em relação às políticas comerciais dos Estados Unidos. A possibilidade de novas medidas protecionistas por parte do governo de Donald Trump gera preocupação no mercado, podendo impactar o fluxo de investimentos para emergentes.
No Brasil, o cenário político também começa a influenciar as expectativas. A mais recente pesquisa de popularidade do governo federal trouxe impacto ao mercado, gerando especulações sobre o cenário eleitoral de 2026.
Com um cenário ainda volátil, o Termômetro Broadcast Bolsa indica uma divisão entre os investidores quanto ao desempenho do Ibovespa na próxima semana. A parcela dos que acreditam em alta caiu de 50% para 42,86%, enquanto os que preveem uma queda subiram de 33,33% para o mesmo patamar de 42,86%.