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Inflação dispara em fevereiro e atinge maior alta para o mês desde 2003

O resultado supera a taxa de janeiro de 2025

Por: João Livi Fonte: IBGE
12/03/2025 às 10h33 Atualizada em 12/03/2025 às 10h53
Inflação dispara em fevereiro e atinge maior alta para o mês desde 2003
Com a inflação em alta, o real perde valor. (Foto: Freepik)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou um aumento de 1,31% em fevereiro, conforme divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o maior para o mês desde 2003 e supera a taxa de janeiro, que havia sido impactada pelo desconto na conta de luz.

Pressão da energia elétrica

A principal responsável pela alta inflacionária foi a energia elétrica, que subiu 16,8%, refletindo o fim do Bônus Itaipu, concedido em janeiro. O setor de habitação, influenciado por esse aumento, saltou de -3,08% em janeiro para 4,44% em fevereiro, representando um impacto de 0,65 ponto percentual no índice geral.

Reajustes na educação e combustíveis

Outro fator que impulsionou a inflação foi o aumento das mensalidades escolares, que subiram 4,7%, com destaque para o ensino fundamental (7,51%) e o médio (7,27%). Além disso, os combustíveis também contribuíram para a alta, com a gasolina avançando 2,78%, pressionada pelo reajuste do ICMS.

Desaceleração nos alimentos

O setor de alimentação e bebidas apresentou uma alta de 0,70%, menor que os 0,96% registrados em janeiro. No entanto, itens como café moído (10,77%) e ovos (15,39%) tiveram aumentos expressivos, impulsionados por problemas na safra e alta demanda.

Perspectivas e impacto na meta de inflação

Com a inflação acumulada em 12 meses atingindo 5,06%, o índice segue acima da meta do governo, que é de 3% com uma margem de tolerância de até 4,5%. Se a inflação permanecer acima desse limite por seis meses consecutivos, a meta será oficialmente descumprida.

O IPCA é calculado com base nos preços coletados em diversas capitais brasileiras e reflete o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. A continuidade da alta inflacionária exigirá atenção do governo e do Banco Central para a adoção de medidas que possam conter a pressão sobre os preços nos próximos meses.

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