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Chuvas fracas ou fortes? Entenda como o Simepar classifica a intensidade da precipitação

Tabela utilizada pelo Simepar explica como interpretar os volumes de chuva e seus impactos no cotidiano

Por: João Livi Fonte: Simepar
26/02/2025 às 10h34
Chuvas fracas ou fortes? Entenda como o Simepar classifica a intensidade da precipitação

A previsão do tempo é um dos primeiros itens conferidos pelos paranaenses ao iniciar o dia. Seja pelo celular ou diretamente no site do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os dados meteorológicos ajudam no planejamento da rotina. No entanto, os números apresentados nem sempre são bem compreendidos: afinal, 10 ou 15 milímetros de chuva indicam um temporal ou apenas uma precipitação leve?

Para esclarecer essas dúvidas, o Simepar adota uma tabela padronizada que classifica a intensidade das chuvas conforme o volume precipitado dentro de um período de seis horas. De acordo com a metodologia, chuvas abaixo de 0,2 mm sequer são consideradas. Entre 0,3 mm e 2,5 mm, são denominadas chuvisco. A classificação de chuva fraca abrange volumes de 2,5 mm a 10 mm, enquanto a chuva moderada vai de 10 mm a 25 mm. A partir desse ponto, a chuva se torna forte (entre 25 mm e 50 mm), sendo considerada extrema quando ultrapassa 50 mm.

A importância do tempo de precipitação

Mais do que o volume acumulado, a duração da precipitação é um fator essencial para medir seu impacto. Um exemplo recente foi registrado no bairro Pinheirinho, em Curitiba, onde, em apenas uma hora, choveu 36 mm. Esse volume já caracterizaria uma chuva forte se distribuído ao longo de seis horas, mas sua concentração em um curto intervalo de tempo intensificou os efeitos.

“Um milímetro por minuto já é considerado chuva forte. Se chover 15 mm em 15 minutos ou 60 mm em uma hora, a absorção da água pelo solo é drasticamente reduzida, aumentando o risco de enxurradas e alagamentos", explica o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib. Segundo ele, a topografia e a infraestrutura urbana também influenciam diretamente os impactos da chuva. Áreas montanhosas, por exemplo, têm maior propensão a deslizamentos em condições de precipitações intensas.

Monitoramento e previsão

No site do Simepar, é possível conferir a previsão de chuva por hora para os 399 municípios do Paraná, além do acumulado de precipitação registrado em cada estação meteorológica do estado. As informações são atualizadas a cada 15 minutos e servem de base para alertas da Defesa Civil.

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O Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) analisa os dados meteorológicos para avaliar riscos de enxurradas, alagamentos e deslizamentos. "Cada região possui características específicas que devem ser levadas em consideração. Chuvas prolongadas, por exemplo, degradam o solo e aumentam a chance de deslizamentos quando combinadas a pancadas intensas", alerta o capitão Anderson Gomes, chefe do Cegerd.

Médias históricas

O acumulado de chuva em fevereiro tem se mantido dentro ou abaixo da média em quase todos os municípios monitorados pelo Simepar. Apenas três cidades registraram volumes superiores à média histórica: Antonina acumulou 310,8 mm até o dia 24, superando em 72 mm a média esperada para o mês. Campo Mourão teve 275,8 mm de chuva, 114 mm acima da média, e São Miguel do Iguaçu registrou 230,8 mm, ultrapassando a média em 101 mm.

Com essas informações, a população pode se preparar melhor para os eventos climáticos, evitando transtornos e garantindo maior segurança no dia a dia.

 

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