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Copom inicia reuniões com Gabriel Galípolo e prevê nova alta da Selic para conter inflação

O Banco Central enfrenta o desafio de conter a alta dos preços enquanto mantém a confiança do mercado

Por: João Livi
28/01/2025 às 07h20
Copom inicia reuniões com Gabriel Galípolo e prevê nova alta da Selic para conter inflação
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta terça-feira (28) a primeira reunião sob a liderança do novo presidente da instituição, Gabriel Galípolo. Em meio à escalada do dólar e ao aumento nos preços dos alimentos, o cenário aponta para uma nova elevação da taxa básica de juros, a Selic. Segundo analistas do boletim Focus, a expectativa é de que o índice suba de 12,25% para 13,25% ao ano.

Esta será a quarta alta consecutiva da Selic, como sinalizado pelo Copom na última reunião de 2024. A decisão final será divulgada na quarta-feira (29), ao final do segundo dia de reuniões do comitê.

O impacto da inflação e as incertezas econômicas
A recente alta no índice de preços ao consumidor e o fortalecimento do dólar ampliaram a necessidade de medidas mais rígidas na política monetária. De acordo com o último boletim Focus, a previsão para a inflação de 2025 subiu de 4,96% para 5,5% em quatro semanas. Esse valor ultrapassa o teto da meta de inflação de 3%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O Banco Central justificou a continuidade da política contracionista citando os impactos externos e os reflexos do pacote fiscal implementado pelo governo no final de 2024. “Os juros altos são essenciais neste momento para estabilizar a economia e evitar uma escalada ainda maior dos preços”, destacou o comunicado divulgado após a última reunião.

A Selic e seus reflexos na economia
A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para conter a inflação, funcionando como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao elevar a Selic, o BC busca frear o consumo e incentivar a poupança, encarecendo o crédito e reduzindo o fluxo de dinheiro na economia.

Entretanto, essas medidas têm seu custo: juros altos também tornam mais difícil a expansão econômica. Bancos e instituições financeiras, além da Selic, consideram fatores como inadimplência e custos operacionais para definir as taxas aplicadas aos consumidores.

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Mudanças no regime de metas de inflação
Desde janeiro de 2025, o Brasil opera sob o modelo de meta contínua de inflação. Diferentemente do modelo anterior, que analisava apenas o índice acumulado até dezembro de cada ano, o novo sistema avalia a inflação mensalmente, considerando os 12 meses anteriores.

No último relatório de inflação divulgado pelo BC, a estimativa era de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrasse 2025 em 4,5%. No entanto, a previsão poderá ser revista dependendo do comportamento do dólar e da inflação nos próximos meses.

 

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