O céu noturno do Paraná será o palco de um espetáculo astronômico raro nesta terça-feira (21), quando ocorrerá um alinhamento planetário visível em diferentes regiões do estado. Este evento promete atrair olhares de entusiastas e curiosos para as estrelas, mas a observação dependerá das condições climáticas. Para ajudar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) detalhou as áreas com maior probabilidade de céu limpo.
De acordo com o meteorologista Lizandro Jacobsen, quem estiver nas regiões Oeste e Sudoeste do estado terá as melhores condições para apreciar o fenômeno. "Essas áreas, próximas à divisa com Santa Catarina e à fronteira com a Argentina, apresentam menor chance de chuvas, apesar da nebulosidade ainda ser um fator presente", afirma Jacobsen.
Já em Curitiba, as expectativas não são tão animadoras, com previsão de céu nublado e possibilidade de chuva. Em outras localidades, como o Norte e o interior do estado, as chuvas rápidas e localizadas típicas dessa época do ano podem proporcionar intervalos de visibilidade durante o fenômeno.
Embora o termo "alinhamento planetário" seja frequentemente utilizado, o professor Amauri Pereira, coordenador do Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná, explica que o evento é, na verdade, uma conjunção planetária. "Os planetas sempre se alinham dentro do mesmo plano orbital devido à formação do Sistema Solar. Nesta terça-feira, a conjunção ocorre quando eles estão a menos de cinco graus de arco no céu, proporcionando uma configuração mais perceptível a olho nu", destaca.
Entre as 19h e 20h, olhando para o horizonte oeste, será possível identificar Vênus, o astro mais brilhante. À esquerda dele, uma estrela alaranjada será Saturno, ambos localizados na Constelação de Aquário. No meio do céu, na direção da Constelação de Touro, estará Júpiter. Além disso, Aldebaran, a estrela Alfa de Touro, também será visível. Já Marte poderá ser observado próximo ao horizonte nordeste, próximo às estrelas Castor e Pollux, da Constelação de Gêmeos.
Urano e Netuno, por estarem mais distantes, exigem telescópios para serem visualizados, aparecendo como pequenos pontos azulados no céu.
Enquanto o alinhamento planetário será um evento de curta duração, o Paraná avança em sua infraestrutura para observação astronômica. Em 2025, está previsto o início da construção do planetário mais moderno da América Latina, no Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.
Com um investimento de R$ 40 milhões, o espaço terá capacidade de simular o céu com alta definição, projetando até 9 mil corpos celestes. Após sua conclusão, prevista para 2026, o planetário deverá receber 140 mil visitantes anuais, incluindo estudantes, turistas e pesquisadores.
Além de ser um marco para a divulgação científica e o turismo cultural, o novo planetário promete impulsionar o interesse pela astronomia, tornando eventos como o alinhamento planetário ainda mais acessíveis e envolventes para o público.