A riqueza e a diversidade das atividades agropecuárias no oeste do Paraná consolidam a região como um dos polos econômicos mais robustos do estado. A integração entre o campo e a cidade, promovida pelo agronegócio, é um pilar fundamental para a geração de empregos, a distribuição de renda e o desenvolvimento sustentável.
Edio Chapla, presidente do Sindicato Rural Patronal de Marechal Cândido Rondon, enfatiza o papel estratégico do setor na economia local: "Nossa região contempla uma gama diversificada de atividades agropecuárias, que não apenas geram milhares de empregos diretos e indiretos, mas também favorecem o surgimento de pequenas, médias e grandes indústrias e agroindústrias. Esse dinamismo é essencial para o crescimento da economia regional”.
Diversificação
O agronegócio regional é marcado pela presença de indústrias familiares e grandes empreendimentos, como frigoríficos de aves e suínos, fábricas de lácteos e unidades de produção de amido. Apenas em Marechal Cândido Rondon, essas atividades contribuem para que o município alcance o sexto maior PIB do Paraná. Segundo Chpla, "essa diversificação não só fomenta a economia local, mas também reforça a distribuição de recursos em setores como comércio, alimentação, vestuário e saúde”.
Esse cenário cria um círculo virtuoso, no qual o campo alimenta o crescimento urbano, enquanto as cidades, com suas estruturas comerciais e industriais, oferecem suporte à produção rural. "A roda da economia gira graças a essa interdependência entre os setores. Quando há distribuição de renda, a população inteira é beneficiada", ressalta o presidente.
Sustentabilidade e inovação
Outro aspecto que fortalece a agroindústria local é o compromisso com a sustentabilidade. O Brasil é reconhecido internacionalmente por seu rígido código florestal, e Marechal Cândido Rondon se destaca na adoção de práticas sustentáveis, tanto na produção animal quanto vegetal. "Avançamos muito nas últimas décadas. Hoje, nossos manejos de produção são exemplos de eficiência e respeito ao meio ambiente", afirma Chapla.
Além disso, a tecnologia tem desempenhado um papel complementar ao trabalho humano, oferecendo soluções para aumentar a produtividade e eficiência, sem desvalorizar a mão de obra. "A inovação não substitui o trabalhador, mas complementa e potencializa a sua atuação. Com ela, conseguimos suprir a falta de mão de obra disponível, agilizando processos e garantindo competitividade”, explica.
Integrador de comunidades
Um dos grandes diferenciais da economia agropecuária é a sua capacidade de integrar populações rurais e urbanas. Para Chapla, essa interação é essencial: "Precisamos estar atentos às necessidades das populações, tanto do campo quanto da cidade, oferecendo infraestrutura, saúde e educação. É a interação entre esses dois universos que mantém o equilíbrio social e econômico da nossa região”.