A Usina Hidrelétrica de Itaipu encerra 2024 celebrando feitos históricos que destacam sua importância no cenário global. No ano de seu cinquentenário, a binacional consolidou-se como a maior produtora de energia acumulada do mundo, ultrapassando a marca de 3 bilhões de megawatts-hora (MWh), conquista reconhecida pelo Guinness World Records.
Cinco décadas de excelência em geração de energia
Fundada em 17 de maio de 1974, Itaipu completou 40 anos de operação em 5 de maio de 2024. A confiabilidade e manutenção contínua foram essenciais para transformar a usina em referência mundial. Segundo Renato Soares Sacramento, diretor técnico da Itaipu, "a confiabilidade, a disponibilidade das unidades geradoras e um programa de manutenção contínuo estão entre os motivos que transformaram a Itaipu Binacional em líder na geração de energia. Continuaremos assim por longos e longos anos e dificilmente seremos alcançados a curto ou a médio prazo..
Investimentos socioambientais
Em paralelo às conquistas técnicas, Itaipu reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. O diretor-geral brasileiro, Enio Verri, destacou que a usina destina recursos para proteger a natureza e promover o bem-estar nas regiões onde atua.
Ressalta Verri:
"A Itaipu Binacional chega assim, ao cinquentenário, com o olhar voltado ao futuro, reafirmando sua vocação original de produção de energia limpa e renovável, mas também deixando um legado de responsabilidade socioambiental que inspira gerações presentes e futuras".
Esse compromisso também é refletido no "bônus de Itaipu," aprovado pela Aneel, que beneficiará consumidores brasileiros em 2025. Com um total de R$ 1,3 bilhão, o bônus alivia as tarifas de 78 milhões de consumidores residenciais e rurais, refletindo a sustentabilidade econômica da binacional.
Liderança em eventos globais e desenvolvimento regional
A dimensão socioambiental de Itaipu ganhou destaque em eventos como a COP29 no Azerbaijão e o G20 no Brasil. Graças à usina, Foz do Iguaçu sediou uma reunião do G20, única cidade do interior a receber o evento em 2024. Carlos Carboni, diretor de Coordenação, enfatizou o papel da Itaipu no controle do assoreamento do reservatório e na proteção de recursos hídricos.
Sob o programa "Itaipu Mais que Energia," a usina alinhou suas ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e participou do lançamento do 18º ODS, voltado à Igualdade Étnico-Racial.
Ações sociais de impacto
Projetos inovadores, como o uso do sistema Wood Frame para construir 254 habitações populares em Foz do Iguaçu, são exemplos da sustentabilidade promovida pela Itaipu. As primeiras unidades têm previsão de entrega para 2025, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.
Outro destaque é o convênio para melhorar sistemas de abastecimento de água em aldeias indígenas no Mato Grosso do Sul, beneficiando cerca de 35 mil pessoas. Em relação aos povos Avá-Guarani, a Itaipu planeja adquirir 3 mil hectares para assentamento, reforçando seu compromisso com questões históricas e culturais.
Educação e capacitação
Em parceria com a Associação dos Municípios do Paraná, a usina ofereceu cursos gratuitos de pós-graduação para 20 mil servidores públicos. As especializações incluíram Autismo; Alfabetização e Letramento; Licitações e Contratos; Gestão do Esporte e Lazer.
Retomada das obras da Unila
Um dos grandes avanços de 2024 foi também o lançamento do edital para finalização do campus Arandu, última obra desenhada por Oscar Niemeyer para a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
Com investimento da Itaipu, a iniciativa está sendo conduzida pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), especializado em obras e infraestrutura. O edital de licitação para contratar a empresa que fiscalizará as construções está aberto e as propostas podem ser enviadas até dia 27 de janeiro de 2025. A expectativa é que as obras comecem nos primeiros meses do mesmo ano, com entregas escalonadas entre 2026 e 2028.
Nesta fase, serão concluídas as edificações iniciadas antes da paralisação em 2014, incluindo restaurante universitário, edifício administrativo, bloco de salas de aula e outras estruturas essenciais. O Unops reforça que a empresa responsável pela fiscalização terá papel fundamental no cumprimento de normas técnicas e na execução fiel do projeto original.