O verão de 2024 começou oficialmente neste sábado (21), às 6h20 (horário de Brasília), devendo trazer temperaturas elevadas e dias mais longos ao Hemisfério Sul. Com o fenômeno La Niña em sua fase final, a previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta para condições específicas e de grande impacto em diversas regiões do Brasil.
“De maneira geral, as previsões climáticas indicam o predomínio de chuvas abaixo da média climatológica em grande parte do país”, afirma Maytê Coutinho, meteorologista do Inmet. Essa tendência se intensifica nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, onde o volume de chuvas deve permanecer entre o normal e abaixo do esperado.
Apesar disso, algumas localidades no noroeste do Nordeste podem registrar chuvas mais volumosas durante o verão, especialmente entre janeiro e março, alcançando a média climatológica em períodos específicos.
A Região Norte é a única com previsão de chuvas acima da média. Esse comportamento está relacionado à influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), cuja posição é determinada por variações nas temperaturas dos oceanos Atlântico Tropical Norte e Sul. Maytê Coutinho ressalta: “As águas mais quentes no Atlântico Tropical Norte e mais frias no Atlântico Tropical Sul formam condições para a manutenção da ZCIT ao norte da sua posição média climatológica”.
No Sul do país, a situação é preocupante. Os volumes de chuvas previstos para o Rio Grande do Sul serão ainda menores, principalmente no extremo sul do estado, onde o acumulado pode ficar abaixo de 400 milímetros. Essa condição aumenta o risco de prejuízos econômicos, principalmente na agropecuária.
O relatório do Inmet destaca que a irregularidade das chuvas pode afetar significativamente setores como agropecuária, geração de energia hidrelétrica e abastecimento de água. Reservatórios hídricos podem não se recuperar de forma satisfatória, agravando problemas em períodos futuros.
“As condições oceânicas atuais comprometem ainda mais a regularidade das chuvas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste”, alerta a meteorologista.
A estação promete desafios climáticos que exigem atenção e planejamento. Com menos chuvas e temperaturas elevadas, o verão deste ano traz consigo o alerta para riscos ambientais e econômicos.
"As previsões climáticas indicam a necessidade de precauções nas atividades que dependem das chuvas, especialmente em regiões com previsão de estiagem", conclui o relatório do Inmet.