A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou que há uma probabilidade superior a 50% de o fenômeno climático La Niña se manifestar nos próximos três meses. Esse evento natural, caracterizado pelo resfriamento das temperaturas da superfície dos oceanos no Pacífico Tropical, pode trazer mudanças no comportamento climático global, mas especialistas alertam: seu impacto será limitado e de curta duração.
O La Niña costuma alterar padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo. No Brasil, pode aumentar o risco de estiagem no Sul, enquanto promove chuvas mais intensas em áreas do Norte e Nordeste. Contudo, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, enfatizou que o impacto esperado deste ciclo será “relativamente fraco e passageiro”, sem capacidade de compensar os efeitos persistentes do aquecimento global.
"Mesmo com o La Niña, os gases de efeito estufa continuam a ser o principal motor do aquecimento global, intensificando mudanças climáticas que ultrapassam a influência de eventos naturais como esse".
Atualmente, a probabilidade de transição para o La Niña entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025 é de 55%, levemente abaixo dos 60% previstos em setembro deste ano. Mesmo assim, 2024 segue com chances de se consolidar como o ano mais quente já registrado desde o início dos monitoramentos climáticos.
Esse fenômeno climático, ao interromper temporariamente o padrão de altas temperaturas, oferece um alívio limitado, mas não soluciona os desequilíbrios climáticos resultantes das atividades humanas.