
Dietrich Bonhoeffer comparou o chamado de Deus ao ser humano a um convite para a morte. Para aqueles que atendem a esse chamado, a cruz é o poder de Deus que libera sobre eles o poder da ressurreição.
Ao aceitar o convite, abraçamos o morrer diário e a reiteração desse mistério aplicados de forma específica para a nossa vida, nosso chamado e nossa jornada.
Se a cruz não entra em ação diariamente, se não estamos dispostos a morrer, por exemplo, quando nossa carne fala mais alto e fugimos de um problema, ficamos vulneráveis ao pecado e ao engano.
A condição de sermos salvos do engano é a condição da cruz. É o quanto estamos dispostos a sermos impiedosos conosco mesmos, suportando o sofrimento quando Deus indica claramente essa condição.
Se temos uma atitude escapista, evitando sempre os confrontos, racionalizando e apresentando justificativas para a nossa conduta, de forma a agradar a nós mesmos e evitar que reconheçamos o pecado como pecado, estamos suscetíveis ao engano.
O amor a verdade é o único meio pelo qual somos salvos do engano; a mais elevada expressão da verdade é Cristo, e este crucificado! Foi ele que disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”.
[Adaptado por T. H. Vanderlinde da obra “Verdadeira comunhão” de Arthur Katz (1929-2007). Katz foi um pregador cristão que viajou pelo mundo denunciando a existência do cristianismo “make nice”, motivado pelas aparências. Imagem ilustrativa - IA].
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