
Muitas vezes olhamos para os dias da velhice com agouro, esquecendo-nos que que à tarde haverá luz. Para muitos, a velhice é a época preferida de sua vida.
Um ar perfumado sopra no rosto do marinheiro, enquanto ele se aproxima da costa da imortalidade, menos ondas agitam o mar, a calmaria prevalece, intensa, serena e solene.
Do altar da idade os lampejos da juventude se vão, mas a chama mais real do sentimento zeloso permanece.
Os peregrinos chegaram à terra de Beulá (desposada), a terra feliz, cujos dias são os dias do céu no mundo.
Anjos a visitam, ventos celestiais sopram sobre ela, flores do paraíso crescem ali e o ar é repleto de música seráfica.
Alguns habitam nela por anos e outros chegam até ela poucas horas antes de sua partida, mas é um Éden na Terra.
Podemos também ansiar pela hora que nos reclinaremos em seu pomar sombreado e seremos satisfeitos com esperança, até que o momento da realização chegue.
O sol poente parece maior do que quando elevado no céu e um esplendor de glória colore todas as nuvens que o cercam.
A dor não interrompe o doce crepúsculo da idade, pois a força aperfeiçoada na fraqueza permanece com a paciência submetida a tudo.
Frutos maduros de seletas experiências são coletadas com o raro banquete da tarde da vida, e a alma se prepara para o descanso.
(Adaptado por T.H.Vanderlinde do devocional "Manhã e Noite" de Charles Haddon Spurgeon. Imagem capturada pelo autor).
[1] tarcisiovanderlinde@gmail.com
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