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Confiança da indústria cai ao menor nível desde a pandemia

Índice da CNI recuou para 44,4 pontos em julho e completou 19 meses seguidos abaixo da linha que separa confiança de pessimismo

Por: João Livi Fonte: Assessoria
14/07/2026 às 11h20
Confiança da indústria cai ao menor nível desde a pandemia
Índice de Confiança do Empresário Industrial caiu para 44,4 pontos em julho, menor patamar desde junho de 2020, segundo a CNI. (Foto: Divulgação/CNI)

A confiança dos empresários industriais voltou a cair em julho e chegou ao menor patamar em cinco anos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), recuou 2,3 pontos, passando de 46,7 para 44,4 pontos.

É o menor nível desde junho de 2020, período marcado pelos efeitos mais duros da pandemia da Covid-19 sobre a economia.

Pessimismo prolongado

Com o resultado, o indicador completou 19 meses consecutivos abaixo dos 50 pontos. Na metodologia da pesquisa, valores inferiores a essa marca apontam falta de confiança. Já resultados acima de 50 indicam confiança dos empresários.

A sequência negativa começou em janeiro do ano passado e já é a segunda pior da série histórica. O período mais longo de pessimismo ocorreu entre 2015 e 2016, durante a recessão econômica brasileira.

Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, um período prolongado de baixa confiança tende a aparecer na economia real, com redução de empregos, menor produção e até cancelamento de investimentos.

Expectativas pioram

A queda de julho foi puxada pela piora tanto na avaliação do presente quanto nas expectativas para os próximos meses.

O Índice de Condições Atuais caiu 0,7 ponto e chegou a 41,6 pontos. Isso mostra que, para os empresários ouvidos, as condições dos negócios e da economia estão piores do que há seis meses.

O Índice de Expectativas teve queda mais forte, de 3,1 pontos, e ficou em 45,8 pontos. Foi o maior recuo desse componente desde novembro de 2022.

Segundo Azevedo, a piora pode estar relacionada ao aumento das incertezas no cenário externo, incluindo o agravamento da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros.

A edição de julho do ICEI ouviu 1.118 empresas entre os dias 1º e 7 de julho. Foram consultadas 442 pequenas, 411 médias e 265 grandes indústrias.

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