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Diretor do Colégio Luterano Rui Barbosa participa do ARCODAY 2026 em São Paulo

Cleudimar Robeson Wulff acompanhou debates sobre inteligência artificial, formação humana, cidadania digital e os novos desafios da educação

Por: João Livi Fonte: Assessoria
10/06/2026 às 12h01
Diretor do Colégio Luterano Rui Barbosa participa do ARCODAY 2026 em São Paulo
Diretor Cleudimar Robeson Wulff representou o Colégio Luterano Rui Barbosa no ARCODAY 2026, em São Paulo. (Foto: Divulgação)

O diretor do Colégio Luterano Rui Barbosa, Cleudimar Robeson Wulff, participou do ARCODAY 2026, realizado em São Paulo. O evento, promovido pelo Grupo ARCO Educação, reuniu gestores, educadores e especialistas nacionais e internacionais para discutir temas que impactam o presente e o futuro das escolas.

A edição deste ano marcou o terceiro encontro do ARCODAY, considerado um dos principais eventos educacionais promovidos pelo grupo. A programação contou com palestras, painéis e experiências voltadas à inovação, tecnologia, inteligência artificial, gestão escolar e formação integral dos estudantes.

Durante dois dias, Wulff acompanhou discussões sobre o papel da escola diante das transformações sociais e tecnológicas. Entre os temas centrais estiveram hábitos, propósito, saúde social, protagonismo estudantil, uso responsável da tecnologia e valorização das relações humanas no ambiente escolar.

Formação integral

A programação teve início com uma apresentação teatral sobre hábitos, tecnologia e responsabilidade da escola na formação das novas gerações. A abertura introduziu reflexões sobre a influência das escolhas cotidianas e da intencionalidade pedagógica na vida dos estudantes.

Na sequência, Charles Duhigg apresentou o conceito do Loop do Hábito, com abordagem sobre gatilhos, rotinas e recompensas. A palestra destacou que mudanças consistentes dependem de consciência, objetivos definidos e vínculo emocional com aquilo que se pretende transformar.

Renata Vichi tratou da construção de organizações duradouras, com ênfase em disciplina, consistência e capacidade de adaptação. A abordagem aproximou os desafios da gestão educacional da necessidade de evoluir sem perder a identidade institucional.

Inteligência artificial

Um dos painéis de destaque discutiu a presença da inteligência artificial na educação, com Celso Camilo, Luciano Meira e Vitor Margato. Os participantes defenderam que a aprendizagem continua exigindo esforço humano, mesmo com a ampliação das ferramentas digitais.

A discussão apontou que a IA deve ser utilizada nas escolas com responsabilidade, governança e finalidade pedagógica. A tecnologia foi tratada como recurso de apoio ao processo educativo, sem substituir a atuação do professor ou as competências humanas.

Ademar Celedônio apresentou uma análise histórica da educação e alertou para riscos como a preguiça cognitiva e a automação do pensamento. Ele também destacou seis competências fundamentais para a formação integral: caráter, criatividade, curiosidade, comunicação, colaboração e cidadania.

Autonomia estudantil

O primeiro dia foi encerrado com a participação de Esther Wojcicki, reconhecida internacionalmente por sua atuação na formação de lideranças ligadas à tecnologia. Ela apresentou o modelo TRICK, baseado em confiança, respeito, independência, colaboração e gentileza.

A educadora defendeu a aprendizagem ativa, a autonomia dos estudantes e a compreensão do erro como parte do processo de crescimento. A abordagem reforçou o papel da escola na construção de ambientes que favoreçam responsabilidade, participação e vínculo.

No segundo dia, as discussões se concentraram na conexão humana e no propósito de educar. A mensagem predominante foi a de que a educação não se resume à transmissão de conteúdos, mas envolve relações significativas entre professores, estudantes e comunidade escolar.

Conexão humana

Kasley Killam abriu a programação com o conceito de saúde social, apresentado como um dos pilares do bem-estar, ao lado da saúde física e mental. A especialista abordou evidências sobre a importância dos vínculos sociais para a qualidade de vida e para o desenvolvimento desde a infância.

Ari de Sá Neto discutiu os impactos da aceleração tecnológica e das mudanças demográficas. A palestra destacou que inovar na educação não significa abandonar fundamentos, mas preservar elementos como disciplina, autonomia, leitura e matemática.

Débora Garofalo e Idelfranio Moreira trataram dos desafios atuais da educação e reforçaram que a tecnologia não substitui o professor. Também defenderam a escuta ativa e a participação dos estudantes, com destaque para espaços de protagonismo, como os grêmios escolares.

Cidadania digital

O médico Michael Rich abordou a relação entre crianças, jovens e tecnologia. Ele alertou para os riscos da hiperconectividade e para os mecanismos que disputam a atenção dos usuários, defendendo uma educação digital construída com orientação e participação.

Entre as atitudes apontadas como essenciais para o século XXI estão consciência, pensamento crítico, capacidade de lidar com o tédio e presença nas relações. A palestra reforçou a necessidade de regras construídas coletivamente e de formação voltada à cidadania digital.

O encerramento do evento ficou a cargo do professor Mario Sergio Cortella, que conduziu uma reflexão sobre propósito, legado e responsabilidade. A participação de Cleudimar Robeson Wulff no ARCODAY 2026 inseriu o Colégio Luterano Rui Barbosa em uma agenda nacional de debates sobre inovação, tecnologia e formação humana na educação.

 

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