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Copel amplia poda e roçada para reduzir riscos de falta de energia no Oeste

Ação em Marechal Cândido Rondon, Quatro Pontes, Bom Jardim e outros pontos estratégicos busca afastar a vegetação da rede elétrica e dar mais estabilidade ao fornecimento, especialmente no campo

Por: João Livi
07/05/2026 às 13h26
Copel amplia poda e roçada para reduzir riscos de falta de energia no Oeste
Gerente executivo da Copel na região Oeste-Sudoeste, André Rodrigues Janiaski, explicou a operação de poda e roçada para reduzir riscos de falta de energia. (Foto: João Livi)

A Copel mobilizou equipes na região Oeste-Sudoeste para uma operação preventiva de poda e roçada em áreas urbanas e rurais, com foco na redução de desligamentos provocados pelo contato da vegetação com a rede elétrica. O trabalho foi detalhado pelo gerente executivo de Construção e Manutenção da companhia na região, André Rodrigues Janiaski, por ocasião de sua estada em Marechal Cândido Rondon, na manhã desta quinta-feira (07).

Segundo ele, a ação concentra equipes em campo e reforça a atuação conjunta da Copel com a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon, FAEP, Ocepar, cooperativas e Cercar. O objetivo é ampliar a segurança operacional e evitar que galhos e árvores próximas à rede causem interrupções no fornecimento de energia.

“Isso é uma ação preventiva, evitando que a vegetação chegue até a rede e cause depois falta de energia, seja numa unidade única, numa casa, numa propriedade rural ou até numa área grande da região urbana”, afirmou.

Pontos críticos foram mapeados

André explicou que a movimentação desta quinta-feira representa um grande esforço operacional, mas as ações já haviam começado dias antes e deverão continuar por mais alguns dias. A meta é eliminar pontos críticos onde a vegetação está próxima da rede elétrica.

Conforme o gerente executivo, a Copel mapeou áreas que receberão atendimento nesta etapa, incluindo pontos na região urbana de Marechal Cândido Rondon, trechos em Quatro Pontes, Bom Jardim e outros locais ligados aos alimentadores da companhia.

Os alimentadores são redes de média tensão responsáveis por levar energia até consumidores, residências e propriedades rurais. Nesta fase, serão realizadas centenas de podas de árvores e um grande volume de roçada, que deverá ultrapassar 100 mil metros quadrados de vegetação.

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Ação busca proteger produção rural

Um dos segmentos que mais sofre com quedas ou oscilações de energia é a cadeia produtora de proteínas, especialmente produtores de frango, leite e peixe. Como grande parte dessa cadeia está concentrada no Oeste do Paraná, a estabilidade no fornecimento se torna essencial para evitar prejuízos nas propriedades.

André destacou que o mutirão atende diretamente a essa necessidade, pois atua antes que a vegetação provoque desligamentos e comprometa a produção.

“Esse tipo de ação é justamente para isso, vem ao encontro para agir preventivamente para esses produtores, esses consumidores, não ficarem sem energia e não atrapalhar a sua produção”, explicou.

Ele ressaltou que a produção rural atual funciona como uma indústria sensível, na qual interrupções de poucos minutos podem gerar prejuízos e afetar sistemas produtivos inteiros.

Obras estruturantes reforçam confiabilidade

Além da poda e da roçada, a Copel realiza obras estruturantes para tornar a rede elétrica mais confiável. Em algumas situações, redes que passam pelo meio da vegetação são remanejadas para a beira da estrada, reduzindo o risco de contato com árvores e facilitando futuras manutenções.

Segundo André, esse trabalho é especialmente necessário no Oeste do Paraná, região de forte produção agropecuária e também sujeita à entrada de eventos climáticos severos.

A limpeza das faixas de rede, combinada com obras preventivas, busca preparar o sistema para períodos de maior risco, como a primavera e o início do verão, quando temporais tendem a ser mais frequentes.

A Copel também pretende contar com apoio dos produtores rurais para manter limpas as faixas de rede dentro das propriedades, evitando que a vegetação volte a se aproximar da fiação.

Geração distribuída exige adaptação da rede

Outro desafio apontado pela Copel é o avanço da geração distribuída, especialmente por meio de sistemas de energia solar. André Rodrigues Janiaski afirmou que a tecnologia é um benefício consolidado, mas também exige adaptações por parte das distribuidoras.

Segundo ele, o crescimento intenso da potência gerada nos últimos anos faz com que a rede precise estar preparada para suportar a entrada e a saída dessa energia ao longo do dia, sem provocar oscilações.

A variação ocorre, por exemplo, quando há alta geração solar em dias de céu limpo, quando a passagem de nuvens reduz momentaneamente a produção ou no fim do dia, quando a geração solar deixa de ocorrer.

“Existe toda uma inversão do fluxo de potência, que a gente chama, então isso pode trazer algumas variações na tensão. A gente está estudando, planejando e fazendo obras também para que isso afete o menos possível nossa rede”, explicou.

Com a operação preventiva, o mapeamento dos pontos críticos e os investimentos em obras estruturantes, a Copel busca reduzir interrupções, melhorar a confiabilidade do fornecimento e preparar a rede elétrica para as novas demandas do campo, da cidade e da geração distribuída.

 

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