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CPI do Crime Organizado propõe impeachment de ministros do STF e do procurador-geral

Relatório final também sugere intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro

Por: João Livi Fonte: Agência Senado
14/04/2026 às 09h50
CPI do Crime Organizado propõe impeachment de ministros do STF e do procurador-geral
Alessandro Vieira apresentará seu relatório nesta terça-feira. (Geraldo Magela/Agência Senado Fonte: Agência Senado)

O relatório final da CPI do Crime Organizado, no Senado, elevou o tom ao propor o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República. Conforme informações da Agência Senado, o documento, que será lido e votado nesta terça-feira (14), às 14h, marca o encerramento dos trabalhos da comissão após quatro meses de investigações.

A proposta inclui os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Medida inédita e de alto impacto

De acordo com o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), trata-se de uma medida inédita no Congresso Nacional. O texto aponta possíveis crimes de responsabilidade por parte das autoridades citadas, com base na Lei nº 1.079/1950.

O relatório foi elaborado a partir da análise de documentos, depoimentos e investigações conduzidas ao longo dos trabalhos da CPI.

Tramitação e próximos passos

Mesmo que aprovado, o relatório não tem efeito automático. Os pedidos de impeachment dependem de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para eventual encaminhamento.

Após a votação, o documento também deverá ser enviado ao Ministério Público Federal para análise.

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Segurança pública no centro do debate

Além dos pedidos de indiciamento, o relatório propõe uma série de medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública no Brasil.

Entre elas, está a sugestão de intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, justificada pela dificuldade de controle territorial diante da atuação de facções criminosas e milícias.

Diagnóstico amplo do crime organizado

Com cerca de 200 páginas, o documento apresenta um panorama detalhado da atuação do crime organizado no país, destacando a integração entre crimes violentos e financeiros.

Segundo o relatório, essas organizações atuam de forma estruturada para ampliar lucros e dificultar a ação do Estado, exigindo respostas mais coordenadas.

Defesa de ação estruturada

Para o relator Alessandro Vieira, o enfrentamento ao crime organizado vai além da segurança pública.

“O crime organizado no Brasil não é um problema circunscrito à segurança pública: é uma questão de soberania nacional. A resposta exige vontade política, recursos compatíveis, integração institucional e, acima de tudo, o compromisso inegociável com a legalidade e com a transparência”, afirmou.

CPI termina com críticas

Instalada em novembro de 2025, a comissão funcionou por 120 dias e realizou 18 reuniões, com 312 requerimentos apresentados e 134 documentos analisados.

O encerramento sem prorrogação gerou críticas por parte do relator, que apontou a existência de investigações ainda não concluídas.

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