Problemas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no meio rural e mudanças nas regras de uso das margens da BR-163 estiveram entre os principais temas levados pelo Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon a reuniões técnicas em Curitiba. As demandas refletem desafios enfrentados diretamente pelos produtores da região Oeste do Paraná.
O presidente da entidade, Edio Chapla, participou de encontros junto à FAEP e destacou que a instabilidade no fornecimento de energia segue como uma das maiores preocupações do setor.
De acordo com Chapla, quedas frequentes e oscilações na rede elétrica têm causado prejuízos financeiros e operacionais nas propriedades rurais.
Equipamentos utilizados na produção, especialmente em atividades como avicultura e piscicultura, são sensíveis às variações de energia, o que pode comprometer toda a produção.
Além das perdas econômicas, o problema também gera insegurança aos produtores, que muitas vezes dependem de geradores para manter o funcionamento das atividades, principalmente durante a noite.
Segundo o dirigente, o crescimento acelerado do agronegócio não foi acompanhado pela modernização da rede elétrica.
Em muitas localidades, as estruturas ainda são antigas e não suportam a demanda atual, marcada pelo aumento do consumo e pela presença de sistemas mais tecnológicos nas propriedades.
Outro fator apontado é a necessidade de manutenção das redes, especialmente em relação à vegetação próxima às linhas de transmissão, que contribui para interrupções no fornecimento.
Como encaminhamento das tratativas, está previsto um mutirão de podas em pontos considerados críticos no município de Marechal Cândido Rondon.
A ação será realizada com apoio da Copel e da Secretaria de Agricultura, com base em registros de protocolos feitos por produtores ao longo dos últimos anos.
A expectativa é reduzir as interrupções causadas pelo contato de galhos com a rede elétrica, problema apontado como responsável por parte significativa das falhas.
Outro tema abordado foi a nova regulamentação da faixa de domínio da BR-163, após a concessão da rodovia.
Produtores que utilizam áreas próximas à rodovia precisarão formalizar um termo de autorização para continuar explorando essas faixas, especialmente para culturas como soja e milho.
A orientação é que os proprietários participem das reuniões que serão organizadas pelo sindicato, onde serão apresentados os detalhes do processo e viabilizada a regularização.
O Sindicato Rural reforça a importância da participação dos produtores no registro de ocorrências e no encaminhamento das demandas, como forma de fortalecer o diálogo com as instituições responsáveis.
As ações discutidas em Curitiba fazem parte de um conjunto de iniciativas voltadas à melhoria da infraestrutura no campo e à garantia de condições adequadas para o desenvolvimento do agronegócio na região.