
O Instituto Datafolha apontou, em pesquisa divulgada neste sábado (11), um cenário de empate técnico em um eventual segundo turno das eleições presidenciais, indicando redução da vantagem anteriormente registrada e maior equilíbrio na disputa.
De acordo com o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva soma 45%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico. É a primeira vez que o senador supera numericamente o presidente nesse cenário.
Nos cenários simulados contra outros possíveis candidatos, Lula mantém vantagem numérica, mas também em situação de empate técnico. Diante do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o presidente aparece com 45% contra 42%. O mesmo percentual se repete em confronto com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que também registra 42%.
No cenário espontâneo, em que os entrevistados indicam nomes sem apresentação prévia, Lula lidera com 26% das menções, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 16%. Outros nomes, como Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado, somam 2% cada.
Já no cenário estimulado, com a apresentação dos candidatos, Lula registra 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Caiado aparece com 5% e Zema com 4%, enquanto outros candidatos pontuam abaixo disso.
Os dados indicam a consolidação de um cenário polarizado entre Lula e Flávio Bolsonaro. Quando considerados os votos válidos - critério utilizado pela Justiça Eleitoral -, o presidente aparece com 45%, enquanto seus adversários somados atingem 55%, considerando arredondamentos.
A pesquisa também aponta níveis elevados de rejeição entre os principais nomes. O presidente Lula é rejeitado por 48% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46%.
Em relação ao perfil do eleitorado, Lula apresenta maior desempenho entre os menos escolarizados, as faixas de menor renda e na região Nordeste. Já Flávio Bolsonaro registra melhores índices entre eleitores de renda mais alta e entre evangélicos.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 7 e 9 de abril. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03770/2026.