
O avanço das exportações de proteínas animais no Paraná no primeiro trimestre de 2026 evidencia a força de uma cadeia produtiva altamente estruturada, com protagonismo direto da região Oeste, responsável por grande parte da produção e industrialização de carnes no Estado.
De janeiro a março, o Paraná exportou US$ 1,22 bilhão em carnes, crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, conforme dados organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O resultado reforça o posicionamento do Estado como um dos principais polos produtores e exportadores de proteína animal do Brasil.
A base desse desempenho está na produção in natura, especialmente na avicultura e suinocultura, amplamente desenvolvidas no Oeste do Paraná.
A região concentra um modelo produtivo consolidado, com forte presença de produtores integrados, que atuam na criação de frangos e suínos com alto nível tecnológico e eficiência.
Esse sistema garante volume, qualidade e regularidade na produção - fatores determinantes para atender mercados internacionais exigentes.
Mais do que produzir, o Oeste do Paraná se destaca pela capacidade de industrialização.
A região abriga algumas das mais modernas unidades frigoríficas do país, ligadas principalmente a cooperativas como Frimesa, Lar, C.Vale e Copacol, além de grupos privados.
Essas estruturas são responsáveis por transformar a produção primária em produtos com maior valor agregado, ampliando a competitividade internacional e contribuindo diretamente para os resultados das exportações.
Os números do trimestre refletem essa força produtiva.
A carne de frango respondeu por US$ 1,04 bilhão em exportações, o equivalente a 85% do total do segmento. Já a carne suína somou US$ 132 milhões, representando 11% das vendas externas.
A carne bovina, com menor participação na matriz produtiva regional, registrou US$ 48 milhões, correspondendo a 4% do total.
A produção paranaense segue com forte presença no mercado global.
A China lidera como principal destino da carne de frango, com US$ 176 milhões em compras no período. Emirados Árabes Unidos e Japão também aparecem entre os principais importadores.
Na carne suína, os maiores mercados são Filipinas, Uruguai e Hong Kong, enquanto a carne bovina tem como destinos principais China, Estados Unidos e Chile.
De acordo com o Ipardes, a competitividade do Paraná está diretamente ligada à sua estrutura produtiva integrada.
“A forte atuação de agricultores familiares, a integração com a agroindústria e a oferta de grãos para alimentação animal explicam o destaque do Estado como fornecedor de proteínas animais”, aponta o levantamento.
Esse modelo é amplamente consolidado no Oeste, onde produção, logística e indústria operam de forma conectada.
O desempenho das carnes também impacta diretamente a balança comercial do Paraná.
No primeiro trimestre de 2026, o Estado exportou US$ 5,2 bilhões, com destaque para produtos ligados ao agronegócio, como carne de frango, soja e derivados.
Somente em março, foram US$ 2,06 bilhões em exportações, o melhor resultado do ano até o momento.
A cadeia da proteína animal vai além dos números.
Ela movimenta a economia regional, gera empregos, fortalece cooperativas e sustenta milhares de famílias no campo e na indústria.
No Oeste do Paraná, produzir proteína animal é mais do que uma atividade econômica - é um dos pilares do desenvolvimento regional e da presença do Estado no mercado global.