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Oeste do Paraná impulsiona exportações e consolida força da proteína animal no mercado global

Produção intensiva e indústria frigorífica fortalecem desempenho do Estado, que supera US$ 1,22 bilhão em vendas no trimestre

Por: João Livi
10/04/2026 às 09h13
Oeste do Paraná impulsiona exportações e consolida força da proteína animal no mercado global
Produção e industrialização de carnes no Oeste do Paraná impulsionam exportações e fortalecem presença do Estado no mercado internacional. (Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná)

O avanço das exportações de proteínas animais no Paraná no primeiro trimestre de 2026 evidencia a força de uma cadeia produtiva altamente estruturada, com protagonismo direto da região Oeste, responsável por grande parte da produção e industrialização de carnes no Estado.

De janeiro a março, o Paraná exportou US$ 1,22 bilhão em carnes, crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, conforme dados organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O resultado reforça o posicionamento do Estado como um dos principais polos produtores e exportadores de proteína animal do Brasil.

Produção forte começa no campo

A base desse desempenho está na produção in natura, especialmente na avicultura e suinocultura, amplamente desenvolvidas no Oeste do Paraná.

A região concentra um modelo produtivo consolidado, com forte presença de produtores integrados, que atuam na criação de frangos e suínos com alto nível tecnológico e eficiência.

Esse sistema garante volume, qualidade e regularidade na produção - fatores determinantes para atender mercados internacionais exigentes.

Indústria transforma produção em valor agregado

Mais do que produzir, o Oeste do Paraná se destaca pela capacidade de industrialização.

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A região abriga algumas das mais modernas unidades frigoríficas do país, ligadas principalmente a cooperativas como Frimesa, Lar, C.Vale e Copacol, além de grupos privados.

Essas estruturas são responsáveis por transformar a produção primária em produtos com maior valor agregado, ampliando a competitividade internacional e contribuindo diretamente para os resultados das exportações.

Frango lidera, suínos avançam

Os números do trimestre refletem essa força produtiva.

A carne de frango respondeu por US$ 1,04 bilhão em exportações, o equivalente a 85% do total do segmento. Já a carne suína somou US$ 132 milhões, representando 11% das vendas externas.

A carne bovina, com menor participação na matriz produtiva regional, registrou US$ 48 milhões, correspondendo a 4% do total.

Mercados internacionais consolidados

A produção paranaense segue com forte presença no mercado global.

A China lidera como principal destino da carne de frango, com US$ 176 milhões em compras no período. Emirados Árabes Unidos e Japão também aparecem entre os principais importadores.

Na carne suína, os maiores mercados são Filipinas, Uruguai e Hong Kong, enquanto a carne bovina tem como destinos principais China, Estados Unidos e Chile.

Cadeia integrada sustenta competitividade

De acordo com o Ipardes, a competitividade do Paraná está diretamente ligada à sua estrutura produtiva integrada.

“A forte atuação de agricultores familiares, a integração com a agroindústria e a oferta de grãos para alimentação animal explicam o destaque do Estado como fornecedor de proteínas animais”, aponta o levantamento.

Esse modelo é amplamente consolidado no Oeste, onde produção, logística e indústria operam de forma conectada.

Exportações refletem força regional

O desempenho das carnes também impacta diretamente a balança comercial do Paraná.

No primeiro trimestre de 2026, o Estado exportou US$ 5,2 bilhões, com destaque para produtos ligados ao agronegócio, como carne de frango, soja e derivados.

Somente em março, foram US$ 2,06 bilhões em exportações, o melhor resultado do ano até o momento.

Um motor econômico do Oeste

A cadeia da proteína animal vai além dos números.

Ela movimenta a economia regional, gera empregos, fortalece cooperativas e sustenta milhares de famílias no campo e na indústria.

No Oeste do Paraná, produzir proteína animal é mais do que uma atividade econômica - é um dos pilares do desenvolvimento regional e da presença do Estado no mercado global.

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