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Mulheres ocupam 71% das vagas de estágio intermediadas pelo CIEE no Paraná

Relatório aponta predominância feminina também em cursos de capacitação e no programa Jovem Aprendiz

Por: João Livi Fonte: CIEE/PR
07/03/2026 às 08h25
Mulheres ocupam 71% das vagas de estágio intermediadas pelo CIEE no Paraná
Relatório do CIEE/PR aponta maioria feminina nas vagas de estágio intermediadas pela instituição. (Foto: Freepik)

As mulheres vêm ampliando sua presença nos programas de inserção profissional voltados a jovens no Paraná. Dados do relatório anual do Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná mostram que 71% das vagas de estágio intermediadas pela instituição são ocupadas por mulheres.

Isso significa que, a cada dez oportunidades de estágio abertas por meio do CIEE/PR, sete são preenchidas por candidatas, indicando um protagonismo crescente do público feminino nos processos de qualificação e ingresso no mercado de trabalho.

Participação feminina também cresce em capacitação

O relatório revela ainda que as mulheres também são maioria em outras iniciativas voltadas à formação profissional.

Em 2025, elas representaram:

  • 58% dos participantes em cursos de capacitação promovidos pelo CIEE/PR

  • 52% das vagas no programa Jovem Aprendiz

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Os dados indicam uma tendência de aumento da participação feminina no mundo do trabalho nos próximos anos.

Mesmo com esses avanços, o cenário geral ainda aponta desigualdades. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as mulheres ocupavam 48% das vagas de trabalho no Brasil em 2025, o maior índice registrado desde 2012.

Desafios ainda persistem

Para a gerente de Gente e Gestão do CIEE/PR, Patrícia Zemuner, os números refletem dedicação e comprometimento das mulheres com a formação profissional.

Segundo ela, a forte presença feminina nos processos seletivos revela maturidade e empenho nos estudos, embora desafios estruturais ainda persistam.

Entre os principais obstáculos citados estão:

  • a dupla jornada de trabalho enfrentada por muitas mulheres

  • a diferença salarial em relação aos homens

  • a menor presença feminina em cargos de liderança

Histórias que mostram o impacto do estágio

O impacto dos programas de estágio também aparece em trajetórias profissionais. A gerente administrativa Cátia Cristina Mateus Ribeiro relata que uma colaboradora iniciou como estagiária em julho de 2022, aos 16 anos.

Segundo ela, a jovem demonstrou dedicação e comprometimento desde o início e, após o término do estágio, foi contratada pela empresa. Atualmente, cursa Ciências Contábeis.

“Ela sempre foi muito empenhada, respeitosa e proativa. O CIEE tem um papel importante na formação desses jovens”, afirmou.

Outro exemplo é o da publicitária Thainá Camargo, que iniciou como estagiária aos 17 anos na empresa Eleva Comunicação.

A diretora da empresa, Elidiane da Veiga, conta que a parceria profissional evoluiu ao longo dos anos.

“A parceria deu tão certo que já dura mais de oito anos. Hoje ela é sócia da empresa”, relatou.

Porta de entrada para o mercado

Para especialistas, o estágio e os programas de aprendizagem continuam sendo uma das principais portas de entrada para jovens no mercado de trabalho, permitindo que estudantes desenvolvam competências profissionais ainda durante a formação.

O crescimento da participação feminina nessas iniciativas indica uma geração cada vez mais preparada e engajada na construção de suas carreiras.

 

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