
O trabalho de relações públicas consolidou-se como um ativo estratégico para as empresas brasileiras em 2025. Um levantamento inédito realizado pela MOTIM aponta que 72% das organizações entrevistadas perceberam impacto positivo do PR, seja no fortalecimento de marca, no aumento de visibilidade ou diretamente nos resultados de negócio.
Entre as 33 empresas consultadas em dezembro, 39% relataram ganhos comunicacionais expressivos, sobretudo em awareness e branding, enquanto 33% afirmaram que o PR foi determinante para gerar impacto direto no desempenho comercial. Apenas 9% não identificaram retorno e 18% disseram não contar com uma área dedicada ou parceiro especializado.
Segundo o CEO da MOTIM, Gabriel Oliveira, a pesquisa evidencia uma mudança estrutural na forma como a comunicação é tratada dentro das organizações.
“Durante muito tempo, PR foi visto como consequência. Hoje, as empresas mais bem-sucedidas entendem que reputação é causa: um ativo que influencia vendas, retenção, atração de talentos e percepção de mercado”, destaca.
Outro dado relevante do estudo é que nenhuma das empresas que já utilizam serviços de PR pretende reduzir investimentos em 2026. Pelo contrário: cerca de 10% planejam ampliar os aportes, revisando fornecedores ou fortalecendo suas estruturas internas de comunicação. O movimento ocorre mesmo diante de um ambiente macroeconômico mais cauteloso e de um ano com incertezas políticas.
Na prática, os efeitos do PR aparecem de formas distintas conforme o setor.
Na alimentação saudável, Liv Up vê a disciplina como pilar de confiança junto ao consumidor. Para o CEO Victor Santos, o PR traduz propósito em narrativas que fortalecem relações duradouras.
Já na construção industrializada, a Espaço Smart utilizou o PR para consolidar autoridade técnica. “Isso se converteu em vantagem competitiva real”, afirma o fundador Fernando Scheffer.
No setor de cibersegurança, a BugHunt destaca o papel educativo da comunicação. Segundo o CEO Caio Telles, muitos clientes já chegam confiando na marca, o que facilita conversões.
Os impactos mais citados pelas empresas envolvem aumento de presença, fortalecimento de influência junto a stakeholders e efeitos comerciais concretos. O resultado, segundo a pesquisa, confirma a evolução do PR de uma função operacional para uma alavanca estratégica de crescimento, reputação e competitividade.
A Aberje reforça esse entendimento ao apontar que empresas com planejamento estruturado de comunicação têm 63% mais chances de alcançar resultados consistentes e manter relacionamento qualificado com a mídia.
Para Gabriel Oliveira, estratégia é indispensável. “Sem planejamento, a comunicação se dispersa. Com objetivos claros, públicos bem definidos e métricas, o PR deixa de ser custo e passa a ser investimento”, conclui.