
O agronegócio é um dos pilares da economia de Marechal Cândido Rondon, e por trás de cada safra, criação e cadeia produtiva existe o trabalho incansável de homens e mulheres que movimentam não apenas o campo, mas toda a cidade. É essa visão integrada que o empresário rural e presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chapla, reforça ao falar sobre a importância dos trabalhadores rurais e da união entre os diferentes setores econômicos.
Para Chapla, o impacto do trabalhador rural vai muito além da porteira. Ele cria oportunidades, sustenta cadeias produtivas e impulsiona a economia urbana.
“A principal importância está na geração de empregos no campo e, posteriormente, na zona urbana com a industrialização. Isso abre espaço para inúmeras empresas ligadas à cadeia agropecuária, o que fortalece o comércio e movimenta a economia local”, afirma.
Em municípios com forte diversificação de atividades agropecuárias, como Marechal Rondon, esse efeito multiplicador é ainda mais expressivo.
Edio destaca que o Sindicato Rural tem buscado agir em duas frentes fundamentais: formação profissional e defesa dos interesses dos produtores.
“Levamos conhecimento técnico por meio dos cursos do Senar, que ajudam o produtor a evoluir. Além disso, atuamos na defesa dos interesses dos trabalhadores rurais, principalmente quando surgem imposições ideológicas que não são técnicas e que prejudicam juridicamente ou diretamente a produção de alimentos”, explica.
Ao falar sobre o tema desta edição da revista - O poder das conexões - Chapla destaca que as relações entre produtores, cooperativas e entidades ampliam oportunidades e constroem sustentabilidade.
“As conexões geram empregos e levam conhecimento, para que o alimento produzido seja o mais sustentável possível”, afirma.
É essa rede de cooperação que ajuda o agronegócio a avançar mesmo diante de cenários desafiadores.
O presidente também chama atenção para as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores rurais.
“Hoje, o maior desafio são os juros extremamente altos, ao mesmo tempo em que as margens estão muito pequenas - em algumas atividades, até negativas”, explica.
Chapla cita ainda casos de competitividade desleal, como ocorre na cadeia do leite, que pressionam produtores e exigem articulação e representação.
“É por isso que o sistema FAEP e o Sindicato Rural são fundamentais, para buscar negociações saudáveis e reduzir perdas ao produtor”, enfatiza.
Edio é categórico ao afirmar que a principal razão para valorizar os trabalhadores rurais está no fato de que eles produzem alimentos.
“Essa valorização também deve existir porque o agro é a base da economia nacional e contribui diretamente para o crescimento do PIB brasileiro”, reforça.
Encerrando a entrevista, Chapla destaca a importância da parceria institucional entre os setores da economia.
“Assim como o Sindicato Rural representa e defende o produtor, a Acimacar representa comércios e indústrias, para que sejam competitivos em um mundo cheio de desafios”, afirma.
Segundo ele, quando entidades, cooperativas, empresas e produtores se conectam, todos ganham: cresce a cidade, fortalece o campo e se constrói o desenvolvimento coletivo.