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Leão XIV convoca o mundo a inaugurar uma nova era de paz e reconciliação

No primeiro Angelus do ano, Papa faz apelo global por diálogo, rejeição da violência e amizade entre os povos

Por: João Livi Fonte: Vatican News
02/01/2026 às 08h57
Leão XIV convoca o mundo a inaugurar uma nova era de paz e reconciliação
Papa Leão XIV reza o Angelus na Praça São Pedro e convoca o mundo a iniciar uma nova era de paz e reconciliação. (Foto: Divulgção)

No primeiro dia de 2026, o Papa Leão XIV lançou um apelo direto e contundente à humanidade: é tempo de inaugurar uma nova era de paz, reconciliação e amizade entre todos os povos. A mensagem foi proclamada durante a oração do Angelus na Praça São Pedro, após a celebração da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, data que também marca a 59ª Jornada Mundial da Paz.

Diante de milhares de fiéis reunidos no Vaticano, o Pontífice destacou que a simples passagem do calendário não basta para transformar o mundo. Segundo ele, o novo ano só ganha sentido quando nasce do desejo sincero de promover o bem, superar conflitos e construir caminhos concretos de reconciliação.

Converter o tempo, transformar o coração

Ao refletir sobre o encerramento do Jubileu recentemente vivido pela Igreja, Leão XIV recordou que o Ano Santo deixou como herança o chamado à esperança concreta e ativa. Para o Papa, renovar o tempo exige antes uma conversão interior capaz de transformar erros em perdão, sofrimento em consolo e intenções em ações concretas de virtude.

Na visão do Pontífice, esse movimento revela o próprio modo de agir de Deus na história, marcado pela misericórdia, pela proximidade e pelo cuidado com a humanidade. É esse “estilo” divino que, segundo ele, salva o mundo do esquecimento ao oferecer Jesus Cristo como Redentor e irmão de todos.

O coração de Cristo pulsa por toda a humanidade

Durante a meditação natalina, o Papa convidou os fiéis a contemplar Maria, a primeira a acolher e sentir bater o coração de Cristo. No silêncio do ventre da Mãe de Deus, o Verbo da vida se manifesta como sinal do amor incondicional de Deus por cada pessoa.

Leão XIV ressaltou que o coração de Jesus não é indiferente. Ele pulsa tanto por aqueles que acolhem a mensagem do Evangelho quanto por aqueles que a rejeitam, convidando todos à conversão e à paz. Para o Papa, o nascimento de Cristo, vindo ao mundo por meio de uma mulher, reafirma a dignidade da vida humana e a presença da imagem divina em cada ser humano.

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Um apelo pela paz nas nações e nas famílias

O momento mais incisivo do Angelus foi o apelo direto à oração pela paz. O Papa pediu que a humanidade volte o olhar para as nações dilaceradas por guerras, conflitos e miséria, mas também para as feridas silenciosas dentro dos lares, onde a violência e a dor atingem famílias inteiras.

Segundo Leão XIV, a paz começa no coração e se estende às relações pessoais, familiares e sociais. Ele confiou esse pedido à intercessão de Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, pedindo que acompanhe o caminho da humanidade ao longo do novo ano.

Rejeitar a violência e desarmar os corações

Após a oração mariana, o Pontífice recordou que o Dia Mundial da Paz é celebrado desde 1968 e reafirmou a mensagem que marcou o início de seu pontificado: “A paz esteja com todos vocês”. Para ele, trata-se de uma paz desarmada e desarmante, dom de Deus e, ao mesmo tempo, responsabilidade confiada a cada pessoa.

Leão XIV conclamou os cristãos e todas as pessoas de boa vontade a iniciarem 2026 rejeitando toda forma de violência, desarmando os corações e assumindo a construção da paz como compromisso diário. O Papa também destacou as inúmeras iniciativas de promoção da paz espalhadas pelo mundo, sinal de que a esperança permanece viva.

Bênção para um novo tempo

Ao encerrar o Angelus, o Papa recordou o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis e concedeu aos fiéis a tradicional bênção bíblica de paz. Com isso, encerrou a celebração reforçando que, mesmo em tempos marcados por conflitos e incertezas, a esperança cristã permanece como força capaz de iluminar o futuro.

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