O mais recente Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) divulgado pela Secretaria de Saúde de Marechal Cândido Rondon aponta um índice médio de 1,2% de infestação pelo mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika no município. O estudo foi realizado em sete estratos (regiões), evidenciando que algumas áreas demandam maior atenção.
A situação mais crítica foi registrada no estrato 4, que engloba os bairros Parque Ecológico, São Francisco, Líder e Floresta, onde a infestação chegou a 2,6%. Em seguida, aparece o estrato 5, que abrange os bairros Primavera, Higienópolis, Augusto e Barcelona, com índice de 2,1%.
Diante do cenário, a secretária municipal de Saúde, Marciane Specht, reforça a necessidade de a população colaborar na eliminação de criadouros do mosquito. "O LIRAa mostrou, mais uma vez, que todos devem ficar em alerta. Os números são preocupantes. Precisamos fazer a nossa parte, mantendo o pátio das residências e empresas limpo, sem objetos que possam acumular água", alertou.
A Secretaria de Saúde anunciou que intensificará as ações de combate ao Aedes aegypti nas regiões mais afetadas, com visitas de agentes de endemias e campanhas educativas para conscientizar a população sobre a importância da prevenção.
Casos confirmados preocupam
Na última semana, o município já havia registrado seis casos positivos de dengue e três de chikungunya. A tendência de aumento nos casos também é observada em outras cidades da região, reforçando a necessidade de intensificar os esforços contra a proliferação do mosquito.
Média de infestação por região em Marechal Cândido Rondon:
Estrato 1 (Centro 1 e 2): 0,6%
Estrato 2 (Centro 3, Vila Gaúcha e Parque Industrial 3): 0,4%
Estrato 3 (Ana Paula, São Lucas e Das Torres): 1%
Estrato 4 (Parque Ecológico, São Francisco, Líder e Floresta): 2,6%
Estrato 5 (Primavera, Higienópolis 1 e 2, Augusto 1 e 2 e Barcelona): 2,1%
Estrato 6 (Botafogo, Alvorada 1 e 2, Rainha e Espigão): 0,9%
Estrato 7 (Botânico e Britânia): 0,9%
A prevenção continua sendo a principal arma contra o mosquito Aedes aegypti. Pequenas ações individuais podem fazer grande diferença na luta contra as doenças transmitidas pelo vetor.