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Como evitar os riscos de saúde no pós-carnaval

Especialistas alertam para cuidados com infecções respiratórias e outras enfermidades comuns após a folia

Por: João Livi
10/03/2025 às 09h01
Como evitar os riscos de saúde no pós-carnaval
(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O término do carnaval traz consigo a necessidade de atenção redobrada à saúde, especialmente no que se refere às doenças respiratórias. Especialistas alertam que, após períodos de aglomeração intensa, como o carnaval, há um aumento significativo na transmissão de vírus respiratórios.

Profissionais de saúde enfatizam a importância de medidas preventivas, conhecidas como "etiqueta respiratória", para minimizar os riscos de contágio. Entre as recomendações estão:

  • Isolamento social: Indivíduos com sintomas como tosse, coriza e dor de garganta devem evitar contato social e permanecer em casa.

  • Uso de máscara: Caso seja indispensável sair, o uso de máscara é essencial para evitar a disseminação de patógenos.

  • Higiene das mãos: Lavar as mãos regularmente com água e sabão ou utilizar álcool em gel, especialmente após tossir ou espirrar.

  • Cobrir boca e nariz: Ao tossir ou espirrar, utilizar um lenço descartável ou o antebraço, evitando o uso das mãos.

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O infectologista Rodrigo Lins destaca que a exposição a grandes grupos aumenta o risco de contato com pessoas infectadas, muitas vezes assintomáticas. Ele alerta que, após eventos como o carnaval, é prudente evitar visitar indivíduos mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos, ou, se necessário, adotar precauções adicionais, mesmo na ausência de sintomas.

A pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, reforça a importância de evitar visitas a crianças pequenas sem o uso de máscara, devido à vulnerabilidade desse grupo a diversos vírus respiratórios. Ela também enfatiza a necessidade de manter a vacinação contra a covid-19 em dia, especialmente para os grupos mais suscetíveis, que requerem doses de reforço periódicas.

Embora a pandemia tenha sido declarada encerrada, a covid-19 continua sendo uma das principais causas de óbitos entre pacientes com síndrome respiratória aguda grave de origem viral. Outros vírus, como o VSR e o Influenza, também podem evoluir para quadros graves e, em alguns casos, levar ao óbito.

O médico Fernando Balsalobre, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico-Facial, observa que sintomas como tosse e dor de garganta são comuns no período pós-festas e geralmente indicam infecções virais das vias aéreas superiores. Ele ressalta que aglomerações facilitam a circulação de vírus, aumentando o número de pessoas infectadas.

Casos leves de infecções virais tendem a melhorar após alguns dias com hidratação adequada, alimentação balanceada e uso de analgésicos para alívio dos sintomas. No entanto, é crucial procurar atendimento médico se houver sinais como prostração intensa, dificuldade para respirar ou febre persistente.

Além das infecções respiratórias, excessos alimentares ou consumo de alimentos de procedência duvidosa durante o carnaval podem resultar em problemas gastrointestinais, como diarreias e gastroenterites. Nessas situações, é fundamental manter-se hidratado e optar por uma dieta leve. Caso os sintomas sejam intensos ou persistentes, a busca por assistência médica é recomendada.

Para os próximos eventos festivos, especialistas sugerem medidas preventivas que podem reduzir as chances de contaminação ou fortalecer o organismo contra possíveis infecções:

  • Não compartilhar alimentos e bebidas: Evitar o compartilhamento de utensílios e recipientes que possam facilitar a transmissão de agentes infecciosos.

  • Manter-se hidratado: Ingerir líquidos regularmente para assegurar o bom funcionamento do organismo e a integridade das mucosas respiratórias.

  • Adotar uma alimentação saudável: Optar por alimentos leves e de origem confiável, garantindo a ingestão adequada de nutrientes que reforçam o sistema imunológico.

Em suma, a adoção de práticas de etiqueta respiratória e hábitos saudáveis são fundamentais para preservar a saúde individual e coletiva após períodos de intensa interação social, como o carnaval.

 

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