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Paraná bate recorde de transplantes e inicia 2025 com marco histórico

Maior volume de procedimentos realizados em janeiro nos últimos 14 anos reforça estrutura e conscientização sobre doação de órgãos

Por: João Livi Fonte: Governo do Paraná
07/02/2025 às 09h01
Paraná bate recorde de transplantes e inicia 2025 com marco histórico
Foto: Albari Rosa/Arquivo AEN

O Paraná começou 2025 com um avanço significativo na área da saúde: foram realizados 68 transplantes de órgãos apenas no mês de janeiro, o maior número registrado para este período nos últimos 14 anos. De acordo com o Sistema Estadual de Transplantes do Estado (SET), os procedimentos incluíram 44 transplantes de rim, 21 de fígado e um de coração, além de dois duplos – um de pâncreas e rim e outro de fígado e rim. Também foram transplantadas 82 córneas, ampliando as oportunidades de qualidade de vida para pacientes na fila de espera.

O primeiro transplante do ano ocorreu logo no dia 1º de janeiro, em Curitiba, quando um homem de 53 anos recebeu um rim. Esse volume expressivo de procedimentos reflete tanto a organização da rede estadual de transplantes quanto o crescimento da conscientização sobre a importância da doação de órgãos entre a população.

Rede estruturada e eficiência logística

Atualmente, o Paraná conta com uma infraestrutura abrangente para a realização de transplantes, composta por 34 equipes especializadas em transplantes de órgãos, 72 equipes voltadas para transplantes de tecidos, cinco laboratórios de histocompatibilidade e três laboratórios de sorologia. O Estado também possui três bancos de tecidos, sendo dois destinados a tecidos oculares e um voltado para multitecidos.

O suporte logístico também tem sido essencial para otimizar o processo de doação e transplante. O Governo do Estado investe constantemente em infraestrutura aérea e terrestre para garantir agilidade no transporte de órgãos. Atualmente, o SET opera com 22 veículos próprios e conta com 12 aeronaves para transporte emergencial, facilitando a captação e entrega dos órgãos dentro do tempo hábil para os procedimentos cirúrgicos.

Fila de espera

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Mesmo com os avanços na realização de transplantes, a demanda ainda é elevada. Atualmente, 4.107 pessoas aguardam por um transplante no Paraná, sendo 3.652 pacientes ativos e 455 semi-ativos – estes últimos são pacientes temporariamente inaptos para o procedimento. O transplante renal lidera a lista de espera, com 1.937 pacientes ativos e 268 semi-ativos, seguido pelos transplantes de córneas (1.476 ativos e 107 semi-ativos) e fígado (179 ativos e 70 semi-ativos).

Investimentos e ampliação da frota

Para garantir que mais vidas sejam salvas, o Governo do Estado tem investido em melhorias estruturais. Em setembro de 2024, foram entregues 18 novos veículos para o SET, representando a maior renovação da frota da história do órgão. O investimento de R$ 1,9 milhão beneficiou as quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) do Estado, com nove veículos destinados à Central Estadual de Transplantes, em Curitiba, e os demais distribuídos entre Londrina, Maringá e Cascavel.

O fortalecimento da infraestrutura também inclui a aquisição de duas aeronaves para a Casa Militar, destinadas ao transporte de órgãos e equipes médicas, garantindo rapidez e eficiência nos procedimentos.

Conscientização e solidariedade

Para a coordenadora do SET/PR, Juliana Ribeiro Giugni, o crescimento do número de transplantes é resultado direto do empenho das equipes envolvidas e da solidariedade das famílias doadoras. "Os resultados positivos são mais do que números, representam esperança e nova vida para as pessoas na lista de espera", enfatiza. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, também destaca a importância do diálogo familiar sobre a doação de órgãos: "Cada transplante realizado é um testemunho de generosidade e um ato de amor que transforma vidas".

A expectativa é que, com a continuidade dos investimentos, a capacitação das equipes médicas e o fortalecimento das campanhas de conscientização, o Paraná siga avançando e reduzindo a fila de espera por transplantes. O recorde alcançado em janeiro de 2025 reforça que a solidariedade e a estrutura sólida do Estado podem salvar cada vez mais vidas.

 

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