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Fator hídrico é chave para o equilíbrio entre agronegócio e centros urbanos

O fator hídrico vai além da irrigação: é um elemento estratégico que conecta as dinâmicas rurais e urbanas

Por: João Livi
31/01/2025 às 09h59 Atualizada em 31/01/2025 às 11h54
Fator hídrico é chave para o equilíbrio entre agronegócio e centros urbanos
O engenheiro agrônomo Julian Stulp. Foto: João Livi

A água, recurso indispensável para a vida, desempenha um papel central tanto no agronegócio quanto no cotidiano das cidades. Sua disponibilidade e uso consciente são fundamentais para garantir a segurança alimentar, o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade ambiental. Para Julian Stulp, engenheiro agrônomo e diretor da Bioplan Agroambiental e Poços Artesianos, o fator hídrico vai além da irrigação: é um elemento estratégico que conecta as dinâmicas rurais e urbanas.

"A gestão da água não é apenas uma questão técnica; é um compromisso coletivo. No campo, ela impulsiona a produção agrícola e, nas cidades, é essencial para o abastecimento e saneamento. É necessário um equilíbrio que priorize o uso racional e a preservação desse recurso vital”, afirma Stulp.

A agricultura é grande consumidora de água no Brasil, sendo responsável por mais de 70% do uso do recurso. Contudo, eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, têm impactado negativamente a produtividade agrícola. Stulp ressalta a importância de tecnologias inovadoras para mitigar esses efeitos.

Ele explica:

"Soluções como sistemas de uso racional de poços artesianos, de irrigação de precisão e manejo adequado do solo podem aumentar a eficiência do uso da água, reduzindo desperdícios e maximizando os resultados". 

Além disso, o especialista enfatiza que práticas de conservação, como o plantio direto e a recuperação de áreas degradadas, contribuem para a infiltração da água no solo, protegendo os lençóis freáticos e promovendo a resiliência climática.

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Cidades e o uso sustentável da água

Nos centros urbanos, a água enfrenta demandas crescentes devido ao crescimento populacional e à expansão da infraestrutura. A falta de planejamento hídrico pode gerar problemas como racionamento, aumento dos custos e crise de abastecimento. Stulp sugere que a integração entre campo e cidade pode ser uma solução eficaz.

Afirma Julian:

"Projetos de cooperação entre áreas rurais e urbanas, como o pagamento por serviços ambientais, podem estimular a proteção de nascentes e matas ciliares, beneficiando tanto os produtores rurais quanto os consumidores urbanos”.

Stulp reforça que o compromisso com a sustentabilidade é uma responsabilidade compartilhada. "Precisamos encarar a água como um recurso limitado e indispensável. Somente com ações coordenadas entre agronegócio, governos e cidadãos poderemos garantir sua disponibilidade para as gerações futuras”, conclui.

 

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