A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e a Receita Estadual do Paraná anunciaram mais uma prorrogação para a obrigatoriedade da Nota Fiscal do Produtor Eletrônica (NFP-e). Os agricultores e pequenos pecuaristas terão agora até o dia 1º de julho de 2025 para se adequarem à nova regra.
A NFP-e, que já substitui gradualmente o antigo modelo em papel, será exigida a partir dessa data para operações internas de produtores rurais com receita bruta superior a R$ 360 mil em 2023 ou 2024, bem como em operações interestaduais, independentemente do valor envolvido. Para os demais casos, a obrigatoriedade do uso eletrônico será válida apenas a partir de 5 de janeiro de 2026.
A NFP-e é um documento exclusivamente digital, armazenado eletronicamente e destinado ao registro de transações comerciais no meio rural. Ela possui a mesma validade jurídica do modelo antigo, a Nota Fiscal do Produtor (modelo 4), mas apresenta benefícios importantes, como:
Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o adiamento foi necessário para atender às demandas do setor agropecuário. “A medida acolhe sugestões dos produtores, especialmente das cooperativas, que enfrentam dificuldades de conectividade e adaptação dos sistemas. Enquanto isso, a emissão da nota fiscal em papel permanece obrigatória”, destacou.
A obrigatoriedade da NFP-e já foi adiada algumas vezes, refletindo os desafios enfrentados por produtores rurais no processo de transição tecnológica.
Essa flexibilidade busca equilibrar a modernização do sistema tributário com as limitações de infraestrutura e conectividade em regiões rurais.
Os produtores têm três opções para emitir a NFP-e:
O objetivo é oferecer múltiplos canais que atendam diferentes perfis de usuários, garantindo acessibilidade e eficiência no processo.
Além de modernizar a gestão tributária no meio rural, a NFP-e representa um avanço significativo em termos de eficiência e sustentabilidade. A nota digital possibilita maior controle por parte da Receita Estadual, reduz a burocracia para o produtor e elimina os custos associados à produção e distribuição do modelo em papel.
Com o prazo estendido, os produtores rurais terão mais tempo para superar dificuldades tecnológicas e se adaptarem ao novo sistema. No entanto, a mudança é inevitável e reflete o compromisso do Paraná com a modernização e a transparência no setor agropecuário.