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Neste domingo (25), os 158 milhões de eleitores brasileiros poderão votar no segundo turno da eleição para a Presidência da República. A disputa reúne o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), os dois candidatos mais votados no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Flávio terminou a apuração em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.103.033 votos. Lula ficou em segundo, com 45,16%, ou 53.870.724 votos. A diferença entre os dois, de 1,87 ponto percentual, coloca o país diante de uma das decisões mais apertadas dos últimos pleitos presidenciais.
O segundo turno é obrigatório quando nenhum candidato alcança mais da metade dos votos válidos, o que não ocorreu em 2026. Vence quem somar a maioria dos votos válidos neste domingo.
Flávio Bolsonaro tem 45 anos, é advogado, ex-deputado estadual e senador pelo Rio de Janeiro. Natural de Resende (RJ), disputa o cargo pela primeira vez e tem como vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), de 56 anos.
Lula tem 80 anos, é natural de Garanhuns (PE) e presidiu o país entre 2003 e 2010. Atualmente exerce o terceiro mandato, de 2023 a 2026, e concorre à reeleição com o médico e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), de 73 anos, como vice.
As pesquisas mais recentes apontam empate técnico. A AtlasIntel, divulgada na segunda-feira (19), indicava Lula com 47,6% e Flávio com 49,8%. Na Quaest anterior, Flávio tinha 45% e Lula, 44%. Pelo menos onze novos levantamentos estão previstos para este sábado (24), véspera da votação.
Eleitores do Acre, do Amazonas, do Espírito Santo, do Rio Grande do Norte, do Tocantins e do Distrito Federal votam também para governador. Nos demais 21 estados, a disputa estadual foi encerrada ainda no primeiro turno. Os números abaixo são os percentuais de votos válidos de cada candidato no primeiro turno.
Acre: Mailza Assis (PP), com 49,76%, enfrenta Alan Rick (Republicanos), com 32,27%.
Amazonas: Omar Aziz (PSD), com 40,38%, disputa com a Professora Maria do Carmo (PL), que somou 24,72%.
Distrito Federal: Celina Leão (PP) ficou a apenas 0,07 ponto percentual de vencer no primeiro turno, com 49,93%. Leandro Grass (PT) obteve 34,48%.
Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 49,65%, encara Ricardo Ferraço (MDB), que teve 34,06%.
Rio Grande do Norte: Allyson Bezerra (União Brasil), com 36,83%, e Cadu de Lula (PT), com 36,21%, protagonizam a disputa mais equilibrada do país.
Tocantins: A Professora Dorinha (União Brasil), com 45,52%, enfrenta Vicentinho Júnior, que alcançou 43,94%.
Três dos finalistas são senadores com mandato até 2031: Alan Rick, Omar Aziz e Professora Dorinha.
Apesar de ter figurado inicialmente entre os estados com disputa em aberto, o Rio de Janeiro já tem governador eleito. Douglas Ruas (PL) passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos após a retotalização feita pelo TRE-RJ, o que garantiu a vitória ainda no primeiro turno.
A mudança decorreu da decisão do TSE de anular os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), cuja candidatura havia sido indeferida. O TRE-RJ proclamou Ruas eleito no primeiro turno.
Quem estiver na mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para presidente e também para governador, nos estados com segundo turno. Quem estiver fora de seu estado votará apenas para presidente. Brasileiros inscritos no exterior votam somente para presidente.
Segundo o TSE, 25 mil militares atuarão no segundo turno. No primeiro turno, a abstenção foi de 21,08%, com mais de 33,4 milhões de eleitores faltosos. As propostas de governo dos dois candidatos à Presidência estão disponíveis no portal do TSE.
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