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Um macaco-prego e um gambá-de-orelha-branca resgatados em Marechal Cândido Rondon retornaram ao ambiente natural após receberem tratamento no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Palotina. A recuperação envolveu atendimento emergencial, cuidados especializados e avaliação das condições dos animais para a soltura.
O encaminhamento contou com a atuação da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, por meio do Departamento de Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), Regional de Toledo, e o hospital veterinário.
Moradores, voluntários e profissionais da medicina veterinária também participaram dos primeiros atendimentos e dos cuidados até a transferência. O trabalho permitiu que os dois animais se recuperassem dos ferimentos e fossem devolvidos à natureza.
O macaco-prego foi encontrado na Linha Boa Vista, no interior do município, após ser atacado por um cachorro de grande porte. A moradora Ingrid Gutschow afastou o cão e encaminhou o primata ferido a uma clínica veterinária de Marechal Cândido Rondon.
Depois do atendimento inicial, o animal foi transferido ao Hospital Veterinário da UFPR. Na unidade, passou pelo tratamento necessário e, após ser considerado apto para retornar ao ambiente natural, foi solto.
O gambá-de-orelha-branca, também conhecido como saruê, foi resgatado em 30 de setembro, com ferimentos graves provocados por um espeto. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar após o acionamento de uma moradora.
O atendimento emergencial do gambá teve apoio da ONG Arca de Noé e de uma médica-veterinária, responsável pelos primeiros procedimentos. Na sequência, ele também foi encaminhado à UFPR, em Palotina, para tratamento especializado.
O animal respondeu aos cuidados, recuperou-se e foi devolvido ao habitat natural. Nos dois casos, o atendimento veterinário e a recuperação antecederam o retorno à vida livre.
Segundo a administração municipal, a parceria entre o Departamento de Meio Ambiente, o IAT e a UFPR também possibilitou, ao longo do ano, a reabilitação e a soltura de outras espécies, incluindo aves silvestres.
A rede de atendimento conta ainda com voluntários que auxiliam na proteção e nos cuidados temporários dos animais resgatados, até que seja possível transportá-los para atendimento especializado.
A orientação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável é que moradores que encontrem animais silvestres feridos ou em situação de risco procurem o Departamento de Meio Ambiente ou os órgãos ambientais competentes.
O manejo deve ocorrer com orientação e segurança, para evitar riscos às pessoas e aos próprios animais durante o resgate e o encaminhamento.