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As eleições de 2026 redesenharam a representação política ligada ao agronegócio no Congresso Nacional. Levantamento divulgado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) aponta que 200 de seus atuais integrantes foram eleitos ou reeleitos para cargos na Câmara dos Deputados e no Senado, enquanto outros membros conquistaram governos estaduais.
O resultado ganha dimensão pelo tamanho atual da frente parlamentar. A FPA reúne representantes de diferentes partidos e já figurava entre as maiores bancadas temáticas do Congresso. Registros da Câmara confirmam Pedro Lupion (Republicanos-PR) como coordenador da frente.
Na Câmara, segundo os números divulgados pela própria FPA após o primeiro turno, 176 dos atuais integrantes conseguiram a reeleição. A movimentação entre as duas Casas também alterará a composição da bancada: 17 deputados federais ligados à frente foram eleitos senadores, enquanto um integrante do Senado conquistou mandato de deputado federal.
O avanço no Senado é um dos principais resultados destacados pela FPA. Entre os deputados da frente que conquistaram uma das 54 cadeiras senatoriais em disputa estão Arthur Lira (PP-AL), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Carol de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), Guilherme Derrite (PP-SP), Marcel van Hattem (Novo-RS), Zé Medeiros (PL-MT) e Filipe Barros (PL-PR).
A renovação de dois terços do Senado tornou a eleição deste ano especialmente relevante para as forças políticas organizadas no Congresso. Ao todo, estavam em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, duas para cada estado e para o Distrito Federal.
Além dos novos mandatos, a FPA contabiliza 17 senadores integrantes da frente que não participaram da eleição deste ano porque seus mandatos seguem em vigor. A configuração definitiva da bancada, porém, dependerá também das novas adesões que poderão ocorrer com o início da próxima legislatura. Agência FPA
O Paraná aparece diretamente nesse movimento. O presidente da FPA, Pedro Lupion (Republicanos), garantiu novo mandato de deputado federal. Também foram reeleitos nomes paranaenses que atuam na frente, entre eles Sergio Souza (MDB) e Tião Medeiros (PP).
No Senado, o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), integrante da FPA, está entre os parlamentares da Câmara que conquistaram uma cadeira para a próxima legislatura, conforme relação divulgada pela própria frente.
Já Luiz Nishimori (PSD-PR), que ocupava a vice-presidência da FPA na Câmara e presidia a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, não conseguiu a reeleição e ficou na suplência.
A presença de políticos vinculados à FPA também avançou para os Executivos estaduais. Integrantes da frente foram eleitos governadores no primeiro turno em Minas Gerais, Paraná, Rondônia e Rio Grande do Sul.
No Paraná, Sergio Moro (PL) venceu no primeiro turno com 3.127.911 votos, equivalentes a 50,10% dos votos válidos. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito com 55,40%; Marcos Rogério (PL) venceu em Rondônia com 56,86%; e Zucco (PL) conquistou o governo do Rio Grande do Sul com 58,05% dos votos válidos.
A frente ainda participa de disputas estaduais que seguem para o segundo turno. Segundo a FPA, integrantes da bancada permanecem na corrida eleitoral no Acre e no Tocantins.
Com a nova composição do Congresso, a FPA projeta manter temas ligados ao setor produtivo entre suas prioridades. O presidente da frente, Pedro Lupion, citou o endividamento rural, o acesso ao crédito e mudanças na estrutura do Plano Safra entre os assuntos que deverão permanecer na agenda a partir de 2027.
A dimensão definitiva da bancada para a próxima legislatura ainda não está fechada. Além dos integrantes que renovaram seus mandatos e daqueles que mudaram de cargo, a frente espera novas adesões entre os parlamentares que assumirão pela primeira vez em fevereiro.
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