Esportes Esporte inclusivo
Festival Paralímpico estreia em Marechal Rondon com esporte, inclusão e integração
Primeiro evento oficial do Centro de Referência Paralímpico será realizado no sábado, 19 de setembro, no Colégio Cristo Rei, reunindo pessoas com e sem deficiência em atividades esportivas e de convivência
14/09/2026 08h38
Por: João Livi
Coordenado pelo professor Leandro Hermes, o Centro de Referência Paralímpico realiza no sábado (19) seu primeiro evento oficial em Marechal Cândido Rondon. (Foto: João Livi)

Marechal Cândido Rondon terá no próximo sábado, 19 de setembro, um marco para o desenvolvimento do esporte inclusivo no município. O 1º Festival Paralímpico será realizado no Colégio Cristo Rei e reunirá pessoas com e sem deficiência em uma programação voltada à prática esportiva, integração e aproximação da comunidade com as modalidades paralímpicas.

A iniciativa é promovida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio do Centro de Referência Paralímpico de Marechal Cândido Rondon, em conjunto com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Será o primeiro evento oficial realizado pelo Centro de Referência desde sua implantação no município.

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Além das atividades esportivas organizadas em formato de oficinas, a programação prevê entrega de camiseta aos participantes, café da manhã, pintura facial, algodão-doce e pipoca. Ao término das atividades, também será entregue um kit lanche.

Centro atende Marechal Rondon e microrregião

A implantação do Centro de Referência Paralímpico ampliou a estrutura destinada ao esporte para pessoas com deficiência em Marechal Cândido Rondon. O trabalho não está restrito ao município e contempla também a microrregião, incluindo Quatro Pontes, Mercedes, Pato Bragado, Entre Rios do Oeste e Nova Santa Rosa. 

Coordenado pelo professor Leandro Hermes, o Centro trabalha com duas frentes principais: promover a inclusão das pessoas com deficiência por meio do esporte e desenvolver o rendimento esportivo, incluindo a identificação de talentos. Inicialmente, estão previstas atividades de bocha paralímpica, parabadminton e natação. 

O festival permitirá que os participantes tenham contato com práticas esportivas adaptadas e conheçam melhor as possibilidades oferecidas pelo esporte paralímpico. A proposta também envolve convivência, cidadania e desenvolvimento por meio da atividade esportiva.

Pessoas com e sem deficiência juntas

Um dos diferenciais da primeira edição será justamente a participação conjunta de pessoas com e sem deficiência. A proposta busca ampliar a convivência e permitir que diferentes públicos compartilhem as mesmas experiências esportivas.

O evento contempla pessoas com deficiência física, intelectual, visual e auditiva, além de participantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Embora o público-alvo indicado pelo Comitê Paralímpico seja principalmente de 7 a 23 anos, a organização informou anteriormente que participantes de outras faixas etárias também poderiam ser recebidos, inclusive idosos

A participação de pessoas sem deficiência integra a própria concepção do festival. A intenção é favorecer a interação e a compreensão das modalidades paralímpicas, sem estabelecer uma separação entre os participantes durante a experiência esportiva. 

Rede de parceiros mobilizada

A realização do festival envolve diferentes setores do município. Além da Secretaria de Esporte e Lazer, participam da organização e do apoio a Secretaria de Educação, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Saúde, Unioeste e Assindamar.

A Unioeste participa por meio do curso de Educação Física. Professores, acadêmicos e estagiários integram a estrutura de suporte necessária para atender os participantes durante as atividades. Escolas municipais, estaduais e particulares também foram envolvidas na mobilização. Revista Especiais

A estrutura de apoio ganha importância diante das diferentes necessidades dos participantes. A organização do festival considera que, em determinadas situações, uma pessoa pode necessitar de acompanhamento durante toda a programação. 

Primeiro passo de uma estrutura permanente

Mais do que uma atividade isolada, o 1º Festival Paralímpico marca a apresentação à comunidade de um trabalho que pretende ter continuidade em Marechal Cândido Rondon.

O Centro de Referência deverá utilizar diferentes estruturas parceiras para desenvolver as modalidades. A natação, por exemplo, tem previsão de utilização das instalações da Unioeste. Outros esportes poderão ocupar espaços municipais, enquanto existe expectativa de que o futuro Centro de Referência do Badminton também possa receber o parabadminton e outras atividades paralímpicas. 

Com a realização do festival no dia 19, o Centro de Referência Paralímpico dá início oficialmente à sua programação de eventos no município, aproximando pessoas com e sem deficiência e ampliando o acesso às modalidades paralímpicas.